Tecnologia
Adeus dúvida na conta de luz: quanto custa carregar o celular todo dia por mês
Uma conta simples que tira o medo da tomada
Se você já se pegou pensando se “esse carregador está pesando na conta”, a resposta costuma surpreender: carregar o celular é barato, mas dá para calcular com clareza e sem achismo. A diferença real aparece quando você soma hábitos (carregamento rápido, tempo na tomada e carregador na parede) e aplica a tarifa do seu estado.
Quanto custa carregar o celular todos os dias por mês na conta de luz?
Para estimar o valor, você só precisa de duas coisas: o consumo em kWh (energia) e o preço do kWh na sua conta, ou seja, a tarifa de energia. O consumo do celular vem, principalmente, do tamanho da bateria e das perdas do carregamento.
Na prática, o gasto mensal costuma cair na casa de centavos a poucos reais, dependendo do seu uso. O que muda o jogo é quando há mais de um aparelho em casa, quando você carrega várias vezes ao dia ou quando deixa o carregador sempre ligado na tomada.

O que realmente influencia o consumo ao carregar o celular?
O celular não puxa energia “sem limite”. Ele recebe o que precisa, mas sempre existe perda no processo, que envolve o adaptador, o cabo e o aquecimento. Por isso, olhar apenas para a bateria não conta toda a história da energia elétrica usada.
Antes de ver a tabela, vale entender os fatores que mais alteram o consumo no mês:
- Potência e eficiência do carregador USB
- Se você usa carregamento rápido com frequência
- Quantidade de “cargas” diárias, mesmo que parciais
- Tamanho e idade da bateria de íons de lítio
- Tempo extra com o celular já em 100% (o topo da carga é menos eficiente)
- Carregador plugado sem uso, em standby
Tabela com o custo mensal em cenários comuns
Para não depender de suposições, use a tabela como referência e compare com o valor R$/kWh da sua conta. Ela considera cargas diárias com perdas típicas do processo, e três faixas de preço por kWh para simular contas mais baratas e mais caras.
| Cenário de uso | Consumo estimado no mês | Custo com R$ 0,60/kWh | Custo com R$ 0,90/kWh | Custo com R$ 1,20/kWh |
|---|---|---|---|---|
| Uso leve (1 carga/dia) | consumo em kWh ≈ 0,30 kWh | R$ 0,18 | R$ 0,27 | R$ 0,36 |
| Uso médio (1 a 2 cargas/dia) | ≈ 0,60 kWh | R$ 0,36 | R$ 0,54 | R$ 0,72 |
| Uso intenso (2 cargas/dia) | ≈ 1,20 kWh | R$ 0,72 | R$ 1,08 | R$ 1,44 |
| Uso muito intenso (3 cargas/dia) | ≈ 1,80 kWh | R$ 1,08 | R$ 1,62 | R$ 2,16 |
O canal Rota da Invenção, no TikTok, mostra como é o consumo de energia de um carregador de celular:
@rotadainvencao Novamente carregador de celular na tomada!!! #rotadainvenção #invenções #invenção #dıy #eletricidade #contadeluz #tecnologia #celular ♬ som original – Rota da Invenção
Como reduzir o gasto sem mudar sua vida
Mesmo sendo um custo baixo, existem ajustes que evitam desperdício e deixam o carregamento mais eficiente. Pense nisso como “economia de hábito”: pequenas escolhas que protegem a bateria, o bolso e até o seu tempo.
Se você sempre esquece o carregador, programar um corte automático ajuda a evitar horas “à toa” na tomada.
Em áreas com sinal fraco, o celular trabalha mais. Ativar isso por um tempo reduz esforço e melhora a eficiência da carga.
Carregar em lugar quente aumenta perdas e desgasta a bateria. Um canto ventilado costuma fazer diferença.
No fim, vale se preocupar com o custo de carregar o celular?
Se a sua dúvida é “isso está detonando a conta?”, a resposta mais comum é não. O carregamento do celular, sozinho, raramente vira o vilão do mês. O que faz diferença mesmo é o conjunto de aparelhos ligados por horas, especialmente os que aquecem ou têm motores e resistências.
A melhor atitude é usar o cálculo como bússola: olhar o kWh da sua conta, estimar o cenário que mais parece com seu uso e decidir se vale ajustar hábitos. Assim você não vive com paranoia, mas também não desperdiça energia sem necessidade.