Tecnologia
Diga adeus aos fogões de indução: as pessoas estão dizendo “não” a eles por esses motivos
Nem toda tecnologia facilita a vida
Por anos, a cooktop de indução foi o símbolo da cozinha moderna: bonita, fácil de limpar e com cara de “casa nova”. Só que, na vida real, muita gente que convive com ela por mais tempo começa a repensar a escolha. E não é por birra. É por pequenos incômodos que viram grandes problemas no dia a dia, do tipo que ninguém te conta com clareza na hora da compra.
Por que o cooktop de indução está perdendo espaço nas cozinhas
O primeiro choque costuma ser perceber que nem tudo é praticidade. O que parecia simples, com o tempo vira uma lista de concessões: cuidado extra com a superfície, limitações no uso e a sensação de que você precisa “cozinhar do jeito do aparelho”, não do seu.
Em reformas e projetos recentes, cresce a comparação direta com a cooktop a gás, que pode não ter o mesmo visual minimalista, mas entrega algo que pesa muito: previsibilidade. Você liga, ajusta, vê o fogo e pronto. Sem mistério, sem surpresas.

Reparo caro e baixa tolerância a danos vale a pena?
Um ponto que derruba o encanto é o custo quando algo dá errado. Em muitos modelos, a placa é uma peça só, e um trincado, uma lasca ou um impacto mais forte pode significar troca grande, com mão de obra e peça que doem no bolso. A dúvida aparece rápido: compensa pagar caro para manter algo que parece frágil?
É aí que entra a conversa sobre conserto de cooktop de indução. Para quem comprou pensando em “usar por muitos anos”, descobrir que um dano pequeno pode virar uma dor de cabeça grande muda tudo, especialmente em casas com crianças, rotina agitada ou pouco tempo para lidar com imprevistos.
O painel touch é moderno, mas funciona bem na rotina?
O visual sem botões é bonito, mas a prática nem sempre acompanha. Com mãos molhadas, respingos, vapor ou pressa, o comando pode virar motivo de irritação. Muita gente relata sensação de pouca precisão, como se o ajuste não respondesse do jeito esperado, principalmente quando a cozinha está “viva”.
Já o gás ganha pontos por algo simples: feedback imediato. Você vê a chama, sente a reação e ajusta na hora. Para quem cozinha todo dia, essa diferença entre um painel touch sensível e um controle físico pode ser o suficiente para preferir o básico que funciona sempre.
Por que as panelas e o barulho acabam pesando na escolha?
Outro ponto que pega é a panela para indução. Nem todo jogo de panelas serve, e isso significa gastar mais ou abrir mão daquelas peças que você já conhece e confia. Mesmo quando a panela é compatível, o aquecimento pode variar conforme o fundo, o tamanho e o encaixe, exigindo mais atenção do que muita gente gostaria.
E tem o som. Em algumas casas, os bipes e alertas viram um incômodo real. Não é só “frescura”: em rotina barulhenta, cada apito extra cansa. Para quem busca um ambiente mais calmo, o barulho da indução entra na conta, junto com a pergunta: “Eu queria modernidade ou tranquilidade na cozinha?”
Se você está em dúvida, essas perguntas ajudam a decidir com menos arrependimento:
- Você cozinha todos os dias e precisa de resposta imediata no controle de calor?
- Você topa trocar panelas e adaptar sua rotina para o jeito do aparelho?
- Na sua casa, respingo, vapor e pressa são comuns na hora de cozinhar?
- Você quer algo com manutenção mais simples e peças mais fáceis de resolver?
- O silêncio importa para você em uma cozinha mais tranquila?
A Indy Silveira mostra, em seu canal do TikTok, os pros e contras de se ter um cooktop a gás:
@indysilveira Voce acha que vale a pena ter um cooktop ?? #cooktop #cozinha ♬ som original – Indy Silveira
Vale trocar indução por gás em 2026?
Não existe uma resposta única. Para quem prioriza estética, limpeza rápida e segurança térmica na superfície, a indução ainda pode fazer sentido. Mas, para quem quer liberdade com qualquer panela, controle instantâneo e uma rotina menos “delicada”, a volta ao gás parece cada vez mais natural.
No fim, a melhor escolha é a que combina com seu jeito real de cozinhar. Se a tecnologia te obriga a fazer concessões o tempo todo, ela deixa de ser solução e vira tarefa. E ninguém quer mais uma tarefa dentro de casa.