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Golpe do Pix: 5 dicas essenciais para não cair em fraudes
Fraudes com o sistema de pagamento instantâneo são cada vez mais comuns; saiba como se proteger, o que fazer se for vítima e como agir ao receber um Pix por engano
Os golpes que utilizam o Pix, sistema de pagamento instantâneo, tornaram-se uma preocupação diária para milhões de brasileiros. Criminosos desenvolvem táticas cada vez mais criativas para enganar vítimas e esvaziar contas bancárias em questão de segundos, exigindo atenção redobrada dos usuários.
O crescimento do uso do Pix, já adotado por mais de 75% da população e consolidado como o meio de pagamento preferido dos brasileiros, segundo o Banco Central, veio acompanhado do aumento de fraudes. Os golpistas se aproveitam da agilidade da ferramenta e da engenharia social para criar armadilhas que parecem legítimas, induzindo as pessoas ao erro.
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Para evitar prejuízos financeiros e dores de cabeça, especialistas em segurança orientam a adoção de hábitos simples. A atenção aos detalhes antes de confirmar qualquer transação é o principal escudo contra os fraudadores.
Como não cair em golpes do Pix
Seguir algumas recomendações básicas pode fazer toda a diferença. Confira cinco dicas essenciais para se proteger:
- Confira os dados com atenção: antes de digitar a senha, sempre verifique o nome completo e o CPF ou CNPJ do destinatário que aparece na tela. Se o dado for diferente do esperado, não conclua a operação. Essa é a principal barreira contra transferências para contas de laranjas.
- Desconfie de pedidos urgentes: golpistas costumam criar um senso de emergência para que a vítima aja por impulso. Se um amigo ou familiar pedir dinheiro de forma inesperada por mensagem, ligue para a pessoa para confirmar a solicitação. O número pode ter sido clonado.
- Cuidado com QR Codes: ao pagar com QR Code em estabelecimentos, totens de doação ou sites, verifique se o nome do beneficiário que aparece no aplicativo do seu banco corresponde à empresa ou pessoa correta. Adesivos com códigos falsos podem ser colados sobre os verdadeiros.
- Bancos não ligam para confirmar Pix: nenhuma instituição financeira entra em contato por telefone para pedir que você confirme uma transação, atualize dados de segurança ou realize um Pix “teste”. Desligue imediatamente e, se tiver dúvidas, entre em contato com o banco pelo canal oficial.
- Use chaves aleatórias: se você vende produtos ou serviços online, prefira compartilhar uma chave aleatória em vez de seu CPF, e-mail ou número de telefone. Isso protege seus dados pessoais de serem expostos a desconhecidos.
Fui vítima, o que fazer?
Caso perceba que caiu em um golpe, o tempo é crucial. A primeira atitude é contatar imediatamente o seu banco e solicitar o bloqueio do valor através do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Em seguida, registre um boletim de ocorrência online ou em uma delegacia. A comunicação rápida aumenta as chances de reaver o dinheiro.
E se eu receber um Pix por engano?
A conduta correta é tentar devolver o valor. Você pode usar a opção “devolver” disponível em alguns aplicativos bancários ou entrar em contato com sua instituição para intermediar a devolução ao remetente original. Apropriar-se do dinheiro é crime e pode gerar consequências legais.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.