Cientistas identificaram em 2025 a causa de uma epidemia que, desde 2013, causou a morte de mais de 5 bilhões de estrelas-do-mar ao longo da costa do Pacífico na América do Norte.
A doença, que provoca lesões, perda de braços e decomposição dos tecidos, devastou mais de 20 espécies.
Crédito: DivulgaçãoA estrela-do-mar-girassol foi a espécie mais afetada, com perda de 90% da população nos primeiros cinco anos. Após anos de investigação e hipóteses descartadas — como a de um vírus —, pesquisadores do Hakai Institute descobriram que a responsável é a bactéria Vibrio pectenicida.
Crédito: Flickr - Ed BiermanEssa bactéria normalmente infecta mariscos e foi identificada no fluido celômico de exemplares vivos. Esse é um fluido corporal responsável por envolver os órgãos desses animais.
Crédito: Clara Cordero/UnsplashOs cientistas planejaram, então, estratégias para salvar as populações remanescentes, como reprodução em cativeiro e reintrodução.
Crédito: Domínio Público - NOAAA recuperação é crucial porque, sem as estrelas-do-mar, as florestas de algas marinhas são drasticamente reduzidas, afetando o ecossistema. Essas florestas são consumidas por ouriços-do-mar que, por sua vez, são presas das estrelas-do-mar.
Crédito: Reprodução de vídeo de Rede SocialAs estrelas-do-mar são animais marinhos fascinantes que pertencem ao filo Echinodermata, o mesmo grupo dos ouriços-do-mar, pepinos-do-mar e lírios-do-mar.
Crédito: Simon Infanger/UnsplashElas são conhecidas por sua forma icônica, geralmente com cinco braços — embora algumas espécies possam ter mais.
Crédito: viswaprem anbarasapandian/UnsplashSeu corpo é coberto por uma carapaça calcária rígida, mas ainda assim flexível, e muitas apresentam cores vivas, como vermelho, azul, amarelo ou roxo.
Crédito: Wikimedia Commons/Frédéric DucarmeAlgumas estrelas-do-mar podem ter o corpo coberto de espinhos, o que confere proteção contra predadores.
Crédito: David Clode/UnsplashUma das características mais impressionantes das estrelas-do-mar é sua capacidade de regeneração: se perderem um braço, podem reconstruí-lo com o tempo.
Crédito: Sophia Hi/PixabayAlgumas espécies até conseguem regenerar o corpo inteiro a partir de um único braço, desde que parte do disco central esteja intacto. A alimentação das estrelas-do-mar varia conforme a espécie. No geral, moluscos, corais, algas ou matéria orgânica em decomposição.
Crédito: Wikimedia Commons/Nami Del MarNormalmente, esses animais são encontrados em quase todos os oceanos do mundo, desde águas rasas até grandes profundidades.
Crédito: David Clode/UnsplashOutra curiosidade é que as estrelas-do-mar não possuem cérebro nem sangue; em vez disso, contam com um anel nervoso que coordena seus movimentos e água do mar circulando em seu corpo para transportar nutrientes.
Crédito: Ursula Krapf/Unsplash