Celebrado todo dia 2 de fevereiro na cidade de Punxsutawney, nos Estados Unidos, o “Dia da Marmota” é marcado por um folclore local. A ideia é de que a marmota pode prever o tempo.
No clássico filme “Feitiço do Tempo” (1993), protagonizado por Bill Murray, o “Dia da Marmota” é transformado em um loop temporal que faz o mesmo dia se repetir várias vezes.
Crédito: divulgaçãoEsses casos de animais que parecem prever o tempo são baseados na Fenologia, que é o estudo dos eventos periódicos da vida dos organismos e como esses estes são influenciados pelas mudanças ambientais.
Crédito: Mona El Falaky pixabayUm exemplo são os peixes e as aves migratórias, que percebem mudanças graduais na temperatura da água e do ar. Essas variações funcionam como sinais naturais de que as estações estão mudando, estimulando o início das migrações antes que as condições se tornem desfavoráveis.
Crédito: Milos Prelevic UnsplashNo passado, os nativos americanos observavam sinais na natureza, como o tamanho das folhas de carvalho, para determinar o momento certo de plantar milho.
Crédito: Ilo por PixabayUm exemplo disso é o "shadblow serviceberry", uma árvore pequena que cresce em partes do leste da América do Norte. Acredita-se que seu nome vem do fato de que ela floresce na mesma época em que os peixes-sombra começam a migrar nos rios.
Crédito: Krzysztof Ziarnek wikimedia commonsOs Lenape e outras tribos nativas americanas perceberam essa conexão há muito tempo e costumavam se preparar para pescar quando viam a árvore florescer.
Crédito: flickr Larry WilderExistem estudos que sugerem que alguns animais podem ter um instinto natural que os ajuda a detectar desastres iminentes. Uma pesquisa publicada em dezembro de 2014 na revista “Current Biology” revelou que toutinegras de asas douradas deixaram uma área do Tennessee mais de 24 horas antes de uma série de tornados devastadores atingir a região.
Crédito: Patrice Bouchard UnsplashOs pesquisadores sugeriram que as aves migratórias podem ter ouvido os infrassons, que são sons em frequências muito baixas para serem ouvidos pelos humanos, e interpretaram isso como um sinal de alerta.
Crédito: Mehdi Sepehri UnsplashNa Alemanha, cientistas estudaram se animais poderiam detectar terremotos iminentes. Eles descobriram que várias espécies, como vacas, ovelhas e cães mostraram uma certa agitação até 20 horas antes de um terremoto.
Crédito: PixabayHá também estudiosos que dizem que os grilos podem ser usados como termômetros naturais. Eles são insetos que têm a temperatura do corpo influenciada pelo ambiente, além de fazerem mais barulho em dias mais quentes.
Crédito: Emanuel Rodríguez pexelsSegundo observa a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), "se você contar o número de sons de grilo em 15 segundos, adicionar 40, isso dará a temperatura em Fahrenheit".
Crédito: Ronald Plett por PixabayAlguns cientistas também já relataram várias espécies de sapos que emitem uma vocalização distinta, uma espécie de “chamado de chuva”, momentos antes de chegar o tempo chuvoso.
Crédito: Mike Erskine UnsplashPor outro lado, há os mitos que já foram desmentidos, como a crença popular de que a lagarta conhecida como "urso lanoso" pode prever o quão rigoroso será o inverno com base em suas faixas coloridas.
Crédito: Michael Reichelt/PixabayReza a lenda que quanto mais preto houver na lagarta, mais rigoroso será o inverno. Na verdade, a cor da lagarta é determinada pelo tempo que ela passa se alimentando, sua idade e espécie.
Crédito: Lasclay/Unsplash