Descoberta na Dinamarca revela gigantesco centro de produção da Era Viking

Escavações iniciadas em agosto de 2025 em Søften, no leste da Jutlândia, na Dinamarca, revelaram um impressionante complexo arqueológico da Era Viking com cerca de 100 mil m² (equivalente a aproximadamente 14 campos de futebol). Longe de ser uma aldeia comum, o assentamento dinamarquês funcionava como um grande polo industrial planejado e voltado para a produção têxtil em larga escala. No coração desse centro de manufatura, pesquisadores do Museu Moesgaard identificaram 82 casas subterrâneas que serviam como oficinas artesanais especializadas.

Crédito: Divulgação/Moesgaard Museum

Essas construções parcialmente escavadas no solo garantiam os níveis ideais de temperatura e umidade para a tecelagem. O sítio arqueológico também abrigava uma única residência e setores específicos para o processamento de linho, além de moedas de prata, contas de vidro, fusos de fiar e pesos de tear. Para os especialistas envolvidos nas escavações, a disposição tão organizada e focada em um único segmento sugere o comando firme de um líder central que controlava os recursos da região.

Crédito: Divulgação/Moesgaard Museum

Localizado a poucos quilômetros de Aarhus, o complexo reforça o papel econômico fundamental da antiga cidade comercial de Aros, que dependia do fornecimento de mercadorias rurais para abastecer sua rede de comércio internacional. Os trabalhos de campo estava para ser finalizados no fim do mês de junho, abrindo caminho para futuras análises de carbono e de pólen que trarão dados ainda mais precisos sobre o período de atividade desse imenso polo viking.

Crédito: Divulgação/Moesgaard Museum

A península da Jutlândia, onde foi encontrado o complexo arqueológico Viking, constitui a porção continental da Dinamarca e representa a única parte do país ligada diretamente ao restante da Europa. Sua extensão alcança cerca de 350 quilômetros, desde a fronteira com a Alemanha até o extremo norte dinamarquês, onde o Mar do Norte encontra o Mar Báltico.

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Além do território dinamarquês, a parte mais ao sul da península pertence à Alemanha, o que faz da Jutlândia uma região compartilhada entre os dois países. Ao longo dos séculos, sua posição estratégica favoreceu o comércio, a navegação e o desenvolvimento de importantes rotas marítimas.

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A paisagem combina planícies, dunas costeiras, florestas, lagos e extensas áreas agrícolas, responsáveis por boa parte da produção de alimentos da Dinamarca. O litoral apresenta centenas de quilômetros de praias, fiordes e enseadas que atraem visitantes ao longo de todo o ano.

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A costa oeste costuma enfrentar ventos intensos e ondas fortes do Mar do Norte, enquanto a costa leste possui águas mais calmas e diversos portos naturais. Entre as principais cidades da região destacam-se Aarhus (antiga Aros), Aalborg, Esbjerg, Kolding e Viborg, cada uma com forte relevância econômica, cultural ou histórica.

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Aarhus, a segunda maior cidade dinamarquesa, abriga universidades, museus renomados e um importante porto comercial. Esbjerg se destaca como centro da indústria pesqueira e das operações ligadas à energia eólica offshore. No extremo norte da península fica Skagen, famoso pelo encontro simbólico das águas dos dois mares e pela luz natural que inspirou inúmeros artistas.

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A história da Jutlândia remonta à Pré-História, com vestígios arqueológicos que revelam ocupação humana há milhares de anos. Durante a Era Viking, a região serviu como importante núcleo político e militar dos povos nórdicos. Um dos monumentos históricos mais conhecidos é Danevirke, antigo sistema de fortificações construído para proteger a fronteira sul do reino dinamarquês.

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A península também abriga o Parque Nacional do Mar de Wadden, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO por sua extraordinária biodiversidade. Milhões de aves migratórias utilizam essa área como ponto de descanso durante suas longas viagens entre a Europa e a África.

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