Exposição gratuita reúne obras de Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti no Rio

A exposição "Coleção Ingá: Brasil plural" chegou ao Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, no dia 8 de julho de 2026, e reúne mais de 200 obras de artistas como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Carybé, Alfredo Volpi e Cândido Portinari. A exposição fica em cartaz até 27 de setembro, com entrada gratuita, de terça a domingo, das 11h às 19h.

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O acervo pertence ao Museu do Ingá, de Niterói, e inclui pinturas, esculturas, gravuras e objetos produzidos entre os séculos 19 e 20. A curadoria, assinada por Marcus Lontra e Rafael Peixoto, dividiu a mostra em seis núcleos temáticos, que abordam questões como religião, identidade, pertencimento e as transformações da paisagem brasileira, além de manifestações da arte popular.

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Entre as obras, destaca-se o painel monumental "Brasil em quatro fases", de Di Cavalcanti, que tem três metros de altura e oito de largura, que narra a história do país desde a chegada dos portugueses. Outra obra de destaque é o conjunto "Embarcações com índios", de Carybé.

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A pintura nacional ganhou força a partir do modernismo do início do século 20, quando artistas romperam com os padrões europeus e passaram a retratar temas ligados à identidade nacional, à cultura popular e às desigualdades sociais do país. Nomes como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Carybé e Cândido Portinari se tornaram referências desse período e ajudaram a consolidar a arte brasileira.

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Emiliano Di Cavalcanti, por exemplo, nasceu no Rio de Janeiro em 1897 e foi um dos organizadores da Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo em 1922. Sua pintura retratou mulheres, carnaval e cenas populares brasileiras, com uso de cores vivas. O artista morreu no Rio de Janeiro em 1976.

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Já Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, interior de São Paulo, em 1886, e também integrou o grupo da Semana de Arte Moderna. Sua obra mais conhecida, "Abaporu", foi pintada em 1928 e deu origem ao Movimento Antropofágico, liderado pelo escritor Oswald de Andrade, então marido da pintora. A tela pertence hoje a uma coleção particular na Argentina.

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Anita Malfatti nasceu em São Paulo em 1889 e é apontada como uma das precursoras do modernismo brasileiro. Em 1917, realizou uma exposição individual que provocou forte reação da crítica conservadora da época e passou a ser vista como marco de ruptura com a arte acadêmica. A pintora morreu em São Paulo em 1964.

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Carybé, nome artístico do argentino Héctor Julio Páride Bernabó, nasceu em Lanús, na Argentina, em 1911, e se mudou para o Brasil ainda jovem. Ele dedicou grande parte da obra à cultura afro-brasileira e às tradições populares do Nordeste. Cândido Portinari nasceu no interior de São Paulo, em 1903 e ficou conhecido por obras como "Os Retirantes" e “Café”, e pelos painéis "Guerra e Paz”.

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