Extintos nos últimos séculos: animais que desapareceram do planeta e as causas de sua extinção

Nos últimos séculos, muitas espécies foram extintas devido à caça, à destruição do habitat e à introdução de espécies invasoras. A extinção é um processo natural da evolução, mas também é uma consequência das ações humanas. Veja alguns que ficaram na história natural.

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Rinoceronte-negro-ocidental: Habitava principalmente as savanas de Camarões, na África Central. Foi declarado extinto em 2011 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A caça ilegal, motivada pelo comércio de seus chifres, foi a principal causa de seu desaparecimento.

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Limpa-folha-do-nordeste: Essa pequena ave vivia em áreas de Mata Atlântica de Alagoas e Pernambuco. Descrita cientificamente em 1983, foi reconhecida como extinta em 2019. Seu desaparecimento está associado principalmente ao desmatamento e à fragmentação das florestas onde habitava.

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Foca-monge-do-caribe: Habitava as águas tropicais do Mar do Caribe e do Golfo do México. Foi declarada extinta em 2008, após décadas sem registros confirmados. A caça intensiva, principalmente para a extração de óleo, foi a principal causa de seu desaparecimento.

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Golfinho-do-rio-chinês: Conhecido como baiji, esse golfinho de água doce habitava o rio Yangtzé, na China. Foi considerado funcionalmente extinto em 2006, após uma expedição não encontrar exemplares. A pesca com redes, a poluição e o intenso tráfego de embarcações contribuíram para seu desaparecimento.

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Íbex-dos-pireneus: Essa subespécie de cabra selvagem habitava os Pireneus, principalmente na Espanha. Foi extinta em 2000, após décadas de declínio populacional associado à caça e a outros fatores. Em 2003, um exemplar foi clonado, mas morreu poucos minutos depois de nascer.

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Tigre-de-java: Essa subespécie de tigre habitava as florestas da ilha de Java, na Indonésia. Seu último registro confirmado ocorreu em 1976, e a extinção foi reconhecida em 2003. A caça e a destruição das florestas para a expansão agrícola foram as principais causas de seu desaparecimento.

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Mutum-do-nordeste: Essa ave, originária da Mata Atlântica de Alagoas, desapareceu da natureza no fim dos anos 1980, principalmente devido ao desmatamento e à caça. Preservada em cativeiro, começou a ser reintroduzida em seu habitat natural em 2019, graças a programas de conservação.

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Tilacino: Conhecido como lobo-da-tasmânia, esse marsupial carnívoro habitava a Austrália e a Nova Guiné, mas sobreviveu por mais tempo na Tasmânia. O último exemplar conhecido morreu em 1936, em um zoológico. A caça intensiva, incentivada por recompensas, foi decisiva para sua extinção.

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Pombo-passageiro: Uma das aves mais abundantes da América do Norte, chegou a reunir populações estimadas em 3 a 5 bilhões de indivíduos. Seus bandos eram tão numerosos que escureciam o céu. A caça intensiva e a destruição do habitat levaram à extinção da espécie em 1914.

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Raposa-das-Falkland: Também conhecida como lobo-das-malvinas, era o único mamífero terrestre nativo das Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul. Foi extinta em 1876, após décadas de perseguição por colonos que criavam ovelhas. A caça para obtenção de peles também contribuiu para seu desaparecimento.

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Kaka-de-norfolk: Esse papagaio de grande porte habitava as ilhas Norfolk e Phillip, no Pacífico Sul, território australiano. Foi extinto em meados do século XIX, após sofrer intensa perseguição humana. A caça para consumo de carne, a coleta de ovos e a destruição de seu habitat contribuíram para seu desaparecimento.

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Quagga: Essa subespécie de zebra-das-planícies habitava a África do Sul e se distinguia pelas listras concentradas na parte dianteira do corpo. Foi extinta devido à caça intensiva, principalmente por sua carne e pele. O último exemplar conhecido morreu em 1883, em um zoológico de Amsterdã.

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Lobo-de-honshu: Essa subespécie de lobo-cinzento habitava as ilhas japonesas de Honshu, Shikoku e Kyushu. De pequeno porte, alimentava-se de animais como javalis e cervos. Seu último registro confirmado ocorreu em 1905, após um declínio associado à caça, à perda de habitat e a doenças.

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Tigre-do-cáspio: Esse tigre habitava regiões da Ásia Central, do Cáucaso e do Oriente Médio, especialmente florestas próximas a rios. Desapareceu na segunda metade do século XX, devido à caça intensiva, à perda de habitat e à redução de suas presas. Era tradicionalmente classificado como uma subespécie distinta.

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Bandicoot-de-pés-de-porco: Esse pequeno marsupial habitava regiões áridas e semiáridas do interior da Austrália. De hábitos principalmente noturnos, tinha patas incomuns, semelhantes a pequenos cascos. Foi extinto no século XX, devido à ação de espécies introduzidas e às mudanças em seu habitat.

Crédito: John Gould – Wikimédia Commons

Auroque: Ancestral selvagem do gado doméstico, esse grande bovino herbívoro habitava regiões da Europa, Ásia e Norte da África. Alimentava-se principalmente de gramíneas e outras plantas. Foi extinto em 1627, na Polônia, após séculos de caça, perda de habitat e redução de suas populações.

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Dodô: Essa ave incapaz de voar habitava a ilha Maurício, no oceano Índico. Desapareceu no século XVII, após a chegada de colonizadores e de animais introduzidos, que ameaçavam seus ovos e filhotes. O último avistamento amplamente aceito ocorreu em 1662.

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Vaca-marinha-de-Steller: Esse gigantesco mamífero marinho vivia nas águas frias próximas às ilhas Comandante, na Rússia. Podia atingir cerca de 10 metros de comprimento e se alimentava de algas. Foi extinto em 1768, apenas 27 anos após sua descrição científica, devido à caça intensiva.

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Alca-gigante: Essa ave marinha incapaz de voar habitava regiões do Atlântico Norte. Era caçada por sua carne, gordura e penas, enquanto seus ovos eram procurados por colecionadores. O último casal reprodutor conhecido foi morto em 1844, na Islândia.

Crédito: Domínio público

Solitário-de-rodrigues: Parente do dodô, essa ave incapaz de voar habitava a ilha Rodrigues, no oceano Índico. Desapareceu durante o século XVIII, após a chegada de colonizadores. A caça, a destruição da vegetação e a introdução de animais contribuíram para sua extinção.

Crédito: Domínio público

Coruja-risonha: Nativa da Nova Zelândia, essa coruja recebeu o nome popular devido aos sons incomuns que emitia. Desapareceu no início do século XX, com o último registro confirmado em 1914. A introdução de predadores e as alterações ambientais contribuíram para sua extinção.

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