O mundo perdeu 4,3 milhões de hectares de florestas tropicais primárias em 2025, área aproximadamente equivalente à Dinamarca. O levantamento utiliza dados da Universidade de Maryland e foi divulgado pelo World Resources Institute (WRI) em abril de 2026.
A perda dessas florestas diminuiu 36% em relação a 2024, quando atingiu um recorde. Mesmo assim, ficou 46% acima do registrado uma década antes. Em 2025, o ritmo de desaparecimento equivaleu a mais de 11 campos de futebol por minuto.
Crédito: Elżbieta Michta por PixabayAs florestas primárias são matas maduras, especialmente importantes para a biodiversidade e o armazenamento de carbono. Nos trópicos úmidos, também ajudam a regular o clima e a água. Sua perda compromete recursos dos quais muitas comunidades dependem.
Crédito: Radio Okapi wikimedia commonsNo Brasil, a perda de florestas tropicais primárias caiu 42% em 2025, contribuindo para a melhora global. Ainda assim, o país registrou a maior área perdida nessa categoria. Segundo o WRI, políticas ambientais e fiscalização mais fortes favoreceram a redução.
Crédito: depositphotos.com / Pi4en6koA Bolívia registrou a segunda maior perda de florestas tropicais primárias em 2025, seguida pela República Democrática do Congo. Incêndios e expansão agropecuária pressionaram as matas bolivianas. No país africano, cultivos de pequena escala e a demanda por lenha tiveram destaque.
Crédito: Magnific/wirestockA expansão agrícola foi a principal causa de perda de cobertura arbórea nos trópicos. As pressões incluem tanto a produção comercial quanto cultivos para subsistência. Pecuária, soja e óleo de palma estão entre as atividades associadas à conversão de florestas.
Crédito: Imagem de Dominik por PixabayOs incêndios responderam por 42% da perda mundial de cobertura arbórea em 2025, considerando também regiões temperadas e frias. Calor e seca intensificam essa ameaça. Esse indicador inclui perdas temporárias e não deve ser confundido com desmatamento permanente.
Crédito: Divulgação Lucas Landau - GreenpeaceA melhora de 2025 mostra que reduzir as perdas é possível, mas exige continuidade. Fiscalização, prevenção de incêndios e produção sem novas derrubadas são essenciais. Preservar florestas protege espécies, ajuda a sustentar as chuvas e favorece o equilíbrio climático.
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