Espalhadas por diferentes regiões do planeta, as geleiras são enormes massas de gelo formadas pela compactação da neve ao longo de milhares de anos. Além de criarem paisagens impressionantes, ajudam a regular o clima e armazenam grande parte da água doce da Terra. Veja algumas das geleiras mais marcantes do mundo.
A geleira Upsala, no Parque Nacional Los Glaciares, é uma das maiores da América do Sul. Ela é alimentada por diversos glaciares e desemboca no Lago Argentino. Seu nome homenageia a Universidade de Uppsala, que participou dos primeiros estudos científicos da região no início do século XX.
Crédito: Flickr Lucila MacielA geleira Upsala ocupa cerca de 765 km² e está entre as maiores da América do Sul. Com aproximadamente 54 km de extensão, é a terceira mais longa do continente, e suas imponentes paredes de gelo chegam a cerca de 40 metros de altura acima da água.
Crédito: Flickr Lucila MacielO Glaciar Torrecillas, no sul do Chile, é um remanescente da última Era do Gelo e existe há cerca de 24 mil anos. Cercado por montanhas, preserva sua massa de gelo graças ao clima frio e à baixa incidência de luz solar em parte de sua superfície.
Crédito: Flickr myjenvacacionesO Glaciar Torrecillas está em uma área de transição entre a floresta andina da Patagônia e a Floresta Valdiviana, no sul do Chile. A combinação de gelo, montanhas e vegetação exuberante cria uma paisagem que muda ao longo das estações e impressiona pela beleza natural.
Crédito: Flickr Leonardo CastiglioniO Glaciar Spegazzini, no Parque Nacional Los Glaciares, recebeu esse nome em homenagem ao botânico e micologista ítalo-argentino Carlo Luigi Spegazzini. Sua frente glacial é formada pela confluência de duas correntes de gelo que descem lentamente da Cordilheira dos Andes, criando um dos cenários mais impressionantes da Patagônia.
Crédito: Flickr Luciano MendesCom paredões de gelo que chegam a cerca de 135 metros de altura, o Spegazzini possui a frente glacial mais alta do Parque Nacional Los Glaciares. Sua frente se estende por cerca de 1,5 km, e a geleira ocupa uma área aproximada de 66 km².
Crédito: Geleir Luca Galuzzi /Wikimédia CommonsO Quelccaya, na região de Cusco, no Peru, é a maior calota de gelo da zona tropical do planeta. Também conhecido como Calota de Gelo de Quelccaya, esse imenso campo de gelo é uma importante reserva de água doce e um dos principais símbolos dos Andes tropicais.
Crédito: Flickr Doug HardyO Quelccaya tem mais de 17 km de comprimento, ocupa cerca de 44 km² e, em alguns pontos, sua camada de gelo ultrapassa 200 metros de espessura. Mesmo em retração, continua sendo a maior calota de gelo da zona tropical do planeta.
Crédito: - Flickr Ian van CollerPatrimônio Mundial da UNESCO desde 1981, o Glaciar Perito Moreno fica no Parque Nacional Los Glaciares, na Patagônia argentina. Está localizado a cerca de 80 km de El Calafate, principal porta de entrada para o parque e um dos destinos mais visitados do país.
Crédito: Milena W/PixabayCom cerca de 250 km² de área, 30 km de comprimento e paredões que chegam a aproximadamente 74 metros acima do Lago Argentino, o Perito Moreno é uma das 48 geleiras alimentadas pelo Campo de Gelo Patagônico Sul, a terceira maior massa de gelo continental do planeta, atrás apenas da Antártica e da Groenlândia.
Crédito: Imagem de JDubya59 por PixabayO Nevado Pastoruri, com 5.240 metros de altitude, abriga a geleira de mesmo nome, uma das mais conhecidas da Cordilheira Branca, no Peru. O glaciar vem encolhendo rapidamente devido ao aquecimento global, e o derretimento já formou lagoas em sua base, transformando a paisagem.
Crédito: Imagem de u_8g06plhvm6 por PixabayO Nevado Pastoruri é uma destas joias que serão perdidas com o tempo. Infelizmente, as mudanças climáticas têm impactado a região drasticamente, causando o derretimento da maioria dos glaciais e de parte das montanhas nevadas da Cordilheira Branca.
Crédito: Psamathe/Wikimédia CommonsO aquecimento global tem acelerado o derretimento de geleiras em todo o planeta. No Pico Humboldt, na Venezuela, a geleira La Corona praticamente desapareceu nas últimas décadas, restando apenas pequenos fragmentos de gelo, insuficientes para serem classificados como uma geleira ativa.
Crédito: Fliclr Olya Liubimova