Grécia volta a pressionar Reino Unido para recuperar Mármores do Partenon

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que pretende intensificar os esforços para recuperar as esculturas do Partenon que estão no British Museum, em Londres, capital do Reino Unido. Em entrevista coletiva em Atenas, ele reconheceu que as negociações não avançaram. Segundo o jornal inglês “The Guardian”, o governo grego pretende ampliar a pressão sobre o museu e as autoridades britânicas para viabilizar o retorno das peças, retiradas da Grécia há mais de dois séculos.

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Entre as possibilidades discutidas está um acordo de intercâmbio cultural que permitiria a volta das esculturas a Atenas em troca da exposição de outras antiguidades gregas no museu britânico. A proposta envolveria, entre outras peças, itens do Museu Arqueológico Nacional de Atenas, fechado para reformas. Mitsotakis também mencionou o apoio anteriormente manifestado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, à devolução das obras e defendeu que a reunificação do conjunto pode abrir caminho para uma parceria cultural entre os dois países.

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O Partenon é um dos monumentos mais conhecidos da Grécia Antiga e ocupa posição central na Acrópole de Atenas. Construído entre 447 e 432 a.C., durante o governo de Péricles, o templo foi dedicado à deusa Atena, protetora da cidade. Sua construção ocorreu em um período de grande prosperidade política e cultural ateniense. O projeto foi conduzido pelos arquitetos Ictino e Calícrates, com participação do escultor Fídias, responsável por importantes elementos artísticos do conjunto.

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Construído principalmente em mármore, o Partenon é uma das grandes referências da arquitetura clássica grega. O edifício segue predominantemente a ordem dórica, mas incorpora também elementos jônicos. Suas colunas e proporções revelam o domínio técnico dos construtores, que utilizaram refinamentos visuais para criar uma aparência harmoniosa. A decoração incluía esculturas com cenas mitológicas e religiosas, além de representações ligadas às tradições atenienses. O monumento tornou-se uma referência para arquitetos e artistas de diferentes épocas.

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Além de sua função religiosa, o templo simbolizava a riqueza e a influência de Atenas no século 5 a.C. Sua construção integrou um amplo programa de obras na Acrópole, impulsionado após as guerras contra os persas. O conjunto expressava o poder da cidade e o florescimento de sua cultura, marcada por contribuições à filosofia, ao teatro e às artes. Ao longo dos séculos, o Partenon também passou por mudanças de uso: funcionou como igreja cristã, durante o Império Bizantino, e, posteriormente, como mesquita, no domínio do Império Otomano, acompanhando as transformações políticas e religiosas da região.

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A história do monumento também foi marcada por destruições e perdas. Em 1687, durante um ataque veneziano a Atenas, uma explosão atingiu o Partenon, então utilizado pelos otomanos como depósito de pólvora e munições, causando graves danos à estrutura. Mais de um século depois, entre 1801 e 1805, o diplomata britânico Lord Elgin promoveu a retirada de numerosas esculturas e elementos arquitetônicos da Acrópole. As peças foram levadas à Grã-Bretanha e, em 1816, incorporadas ao British Museum (foto), onde permanecem em parte até hoje.

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Os chamados Mármores do Partenon incluem partes do friso, relevos e esculturas que decoravam o templo. O friso retratava, entre outras cenas, uma procissão associada às Grandes Panateneias, festividade realizada em homenagem à deusa Atena. Atualmente, parte das peças está no British Museum, enquanto outras permanecem na Grécia, sobretudo no Museu da Acrópole, inaugurado em 2009. A divisão do conjunto alimenta uma disputa internacional sobre restituição de bens culturais, preservação histórica e o papel dos museus na apresentação de patrimônios de diferentes povos.

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A importância do Partenon ultrapassa as fronteiras gregas. A Acrópole de Atenas, da qual o templo faz parte, foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 1987. O monumento é estudado por sua arquitetura, suas esculturas e pelo contexto político e cultural em que foi erguido. Sua influência aparece em edifícios neoclássicos de vários países, que adotaram elementos inspirados na tradição grega.

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