Lhamas: conheça as curiosidades do simpático animal que se tornou símbolo dos Andes

As lhamas chamam atenção pela aparência simpática, pela lã macia e pela importância histórica nos Andes. Domesticadas há milhares de anos, elas continuam desempenhando papéis importantes na cultura, no turismo e na economia. Conheça algumas curiosidades sobre esses animais.

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As lhamas vivem principalmente em regiões montanhosas da América do Sul, especialmente no Peru, Bolívia, Chile e Argentina. Adaptaram-se perfeitamente às grandes altitudes, onde o ar é mais rarefeito e as temperaturas são baixas.

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Elas foram domesticadas há cerca de 4 mil a 5 mil anos pelos povos andinos. Antes da chegada dos cavalos ao continente, eram um dos principais animais de carga utilizados pelos povos pré-colombianos.

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Uma lhama adulta consegue transportar aproximadamente 25% a 30% do próprio peso por longas distâncias. Por isso, ainda hoje é usada em trilhas e regiões onde veículos têm dificuldade de acesso.

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Embora pareçam dóceis, as lhamas podem cuspir quando se sentem ameaçadas, irritadas ou disputam espaço com outras. O comportamento funciona como uma forma de defesa e também de estabelecer hierarquia.

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Sua lã é utilizada na produção de mantas, roupas, fios e artesanato. Ela é mais grossa que a da alpaca, mas continua sendo valorizada por oferecer bom isolamento térmico e resistência.

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Muita gente confunde lhamas e alpacas por causa da aparência semelhante, mas elas têm diferenças marcantes. As lhamas são maiores, têm rosto mais alongado e orelhas em formato de banana, enquanto as alpacas são menores, possuem focinho mais curto e são criadas principalmente pela qualidade de sua fibra.

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As lhamas vivem em grupos e se comunicam por sons suaves, postura corporal e movimentos das orelhas. Também são conhecidas por serem curiosas e criarem fortes vínculos com indivíduos do próprio rebanho.

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Hoje, além da criação tradicional, as lhamas participam do ecoturismo, de atividades terapêuticas e ajudam a preservar tradições culturais andinas. Sua imagem tornou-se um dos símbolos mais conhecidos da Cordilheira dos Andes.

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