Uma operação de conservação tenta recuperar na natureza uma das espécies de anfíbios mais ameaçadas das montanhas da Califórnia, nos Estados Unidos: a rã-de-pernas-amarelas-das-montanhas. Mais de 10 mil exemplares já foram reintroduzidos em diferentes pontos da região, como parte de um trabalho conduzido pela San Diego Zoo Wildlife Alliance.
Apenas em 2026, mais de 3 mil animais e girinos da espécie Rana muscosa ganharam novos habitats nas montanhas de San Bernardino e San Jacinto. O cenário atual contrasta com o passado, quando essas rãs eram comuns em áreas da Serra Nevada e podiam ser encontradas em grande quantidade nas margens de lagos.
Crédito: Reprodução/YouTubeDesde o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970, as populações sofreram uma queda acentuada e desapareceram de cerca de 92% de sua área de ocorrência histórica. O grupo das rãs-de-pernas-amarelas-das-montanhas reúne duas espécies, Rana muscosa e Rana sierrae, ambas classificadas como ameaçadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Crédito: Wikimedia Commons/IchellmanA situação da Rana muscosa é ainda mais delicada, com estimativa de menos de 200 adultos livres na natureza. Doenças, animais introduzidos, incêndios florestais e períodos de seca estão entre os principais fatores que pressionam essas populações.
Crédito: Divulgação/San Diego Zoo Wildlife AlliancePara enfrentar o problema, especialistas mantêm há aproximadamente 20 anos um programa que combina resgate, reprodução e reintrodução. Um dos pontos escolhidos para as solturas de 2026 foi o Bluff Lake, na região de Big Bear, onde as rãs receberam acesso gradual à água após o transporte.
Crédito: Reprodução/YouTubeA etapa de soltura, contudo, representa apenas o início de um acompanhamento mais amplo. Segundo um comunicado do San Diego Zoo Wildlife, após a chegada aos novos ambientes, os animais passam por avaliações que verificam suas condições de saúde, sobrevivência e capacidade de adaptação.
Crédito: Reprodução/YouTubeO programa também busca preservar a variedade genética da população e controlar doenças que podem comprometer a recuperação da espécie. Além disso, pesquisas sobre reprodução e técnicas de reintrodução complementam o trabalho realizado pelas equipes. Dessa forma, a iniciativa deixou de ser apenas uma ação emergencial para se transformar em uma estratégia de longo prazo.
Crédito: Reprodução/YouTubeO objetivo agora é restabelecer populações capazes de sobreviver por conta própria e ocupar novamente parte dos territórios onde essas rãs desapareceram. A expectativa é que o esforço ajude a evitar uma redução ainda maior e aumente as chances de permanência desses anfíbios nas montanhas da Califórnia.
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