No fim de agosto, a cantora Lady Gaga revelou ao público uma atuação pouco conhecida fora da música: há anos, a cantora integra de forma discreta o conselho da Outer Bio, uma startup de biotecnologia sediada em Massachusetts que pesquisa novas soluções para a saúde da pele.
A startup foi criada em 2020 por Germanotta e Michael Polansky, seu noivo, que ocupa o cargo de CEO e também participa do conselho. A novidade ganhou atenção após a artista compartilhar nas redes sociais informações sobre a companhia e sua principal tecnologia, chamada YUNA.
Crédito: Divulgação/Outer BioA plataforma utiliza amostras de pele humana obtidas de tecidos descartados em cirurgias e preserva esse material fora do organismo por aproximadamente quatro semanas. Para manter o tecido em condições adequadas, a tecnologia emprega uma estrutura de suporte porosa produzida por impressão 3D, que favorece a circulação de nutrientes e a remoção de resíduos.
Crédito: Divulgação/Outer BioA possibilidade de conservar a pele em atividade por várias semanas permite observar fenômenos que não aparecem de forma completa em períodos curtos, como alterações relacionadas ao envelhecimento, inflamações persistentes, reparação da barreira cutânea e mudanças no colágeno.
Crédito: Divulgação/Outer BioA Outer Bio também combina esse modelo de tecido com ferramentas computacionais capazes de analisar cerca de 750 milhões de compostos por ano em busca de substâncias com potencial para novos tratamentos. Atualmente, a startup afirma ter seis programas de desenvolvimento, quatro deles considerados candidatos com alta possibilidade de chegar ao mercado.
Crédito: Divulgação/Outer BioEmbora o primeiro foco esteja em produtos destinados ao consumidor, a companhia pretende utilizar a mesma tecnologia em pesquisas dermatológicas e no desenvolvimento de medicamentos. Um estudo preliminar divulgado em 2026 indicou que a plataforma conseguiu reproduzir condições associadas à inflamação crônica, ao envelhecimento dos tecidos e aos efeitos de fatores ambientais sobre a pele.
Crédito: Nsey Benajah/UnsplashA expectativa da empresa é usar esses resultados para investigar problemas dermatológicos e testar possíveis intervenções terapêuticas. A Outer Bio já recebeu cerca de US$ 23 milhões em investimentos, com participação de fundos como Wing Ventures, Initialized Capital e Hawktail.
Crédito: Divulgação/Outer BioPor enquanto, sua principal fonte de receita está em acordos de pesquisa com outras empresas, incluindo companhias farmacêuticas, fabricantes de cosméticos e fornecedores de ingredientes. A startup também afirma que pretende ampliar essas parcerias, enquanto mantém a YUNA como uma ferramenta central para a descoberta de novos compostos.
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