Marcou gerações: quem foi Dadá Figueiredo, referência do surfe brasileiro que morreu aos 61 anos

O surfe brasileiro perdeu um de seus representantes mais icônicos e irreverentes. Dadá Figueiredo, carioca de 61 anos, morreu no dia 24 de outubro após complicações em decorrência de uma pneumonia. Nos anos 1980, ele chamou atenção por surfar de um jeito diferente de tudo o que se via no país.

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Sua técnica trazia movimentos emprestados do skate, com batidas verticais e rasgadas nas ondas, e acabou influenciando a forma como o esporte passou a ser praticado no Brasil. Esse estilo ajudou a firmar o surfe nacional. Em 1993, os leitores de uma revista do setor o escolheram como o melhor freesurfer do país.

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"Ele marcou a história do esporte com sua atitude autêntica, estilo punk e radicalidade nas ondas. Rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade", destacou a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) nas redes sociais.

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A vida de Dadá, porém, não se limitou ao mar. Conhecido por sua conexão com o movimento punk, tocou baixo na banda "Os Normais" e fundou duas marcas de roupas de surfe, a Anti-Fashion e a Necrose Social. O surfista também travou uma luta contra a dependência química.

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Dadá passou por períodos de consumo abusivo de álcool e cocaína e chegou a ficar internado em clínicas de reabilitação. Depois de conseguir se recuperar, ele se tornou pastor evangélico e encontrou novos caminhos na vida.

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Após superar essa fase, voltou a se dedicar ao esporte: passou a fabricar pranchas e a dar aulas, e abriu uma escolinha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sua trajetória virou tema do documentário "Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo", lançado em 2013.

Crédito: Arquivo Pessoal

Algumas das conquistas mais marcantes do surfista foram o título carioca de 1989 e o torneio Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema no mesmo ano. Seu comportamento irreverente e avesso às convenções rompeu expectativas dentro e fora das praias e o tornou uma referência de autenticidade e liberdade de expressão para os jovens de sua época.

Crédito: Arquivo Pessoal

Dadá era pai de três filhos, entre eles o também surfista Dávio Figueiredo. Seu legado vai além dos resultados em campeonatos: a ousadia, a personalidade e o peso que teve na evolução técnica e cultural do surfe o tornaram uma referência para várias gerações.

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