Vendida em diferentes apresentações, a melatonina atrai quem busca alternativas relacionadas ao sono. No Brasil, é autorizada como suplemento alimentar para adultos, embora seja um hormônio produzido naturalmente pelo organismo e ligado ao ritmo circadiano. Seu uso exige cautela, pois pode causar efeitos adversos e interagir com medicamentos.
Produzida principalmente pela glândula pineal durante a noite, a melatonina ajuda a regular o ciclo de sono e vigília e a sincronizar o ritmo circadiano. Sua liberação sinaliza ao organismo que o período de repouso se aproxima e está associada à redução da temperatura corporal. Sua atuação também participa da regulação de outros processos fisiológicos ligados ao ciclo dia-noite.
Crédito: imagem gerada por i.aEm 2021, a Anvisa autorizou o uso da melatonina em suplementos alimentares destinados a adultos com 19 anos ou mais, sem necessidade de receita médica. Embora comercializada como suplemento, a substância é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo. Por isso, seu consumo requer atenção às doses, contraindicações e possíveis interações com medicamentos.
Crédito: imagem gerada por i.aA facilidade de acesso favoreceu o uso da melatonina sem acompanhamento profissional. Embora seja vendida como suplemento, a substância é um hormônio e não deve ser tratada como uma simples vitamina. O consumo inadequado pode provocar efeitos adversos e interações com medicamentos, enquanto a segurança do uso prolongado ainda é estudada.
Crédito:Uma pesquisa apresentada em 2025 pela American Heart Association analisou dados de mais de 130 mil adultos com insônia. O uso de melatonina por pelo menos um ano foi associado a maior ocorrência de insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos. Os resultados são preliminares e não comprovam que a melatonina seja a causa desse aumento.
Crédito: Freepik/rawpixel.comSegundo o estudo, o uso prolongado de melatonina foi associado a uma chance cerca de 90% maior de desenvolver insuficiência cardíaca em cinco anos. Os usuários também apresentaram probabilidade aproximadamente 3,5 vezes maior de hospitalização pela condição. Os pesquisadores ressaltam, porém, que os dados são preliminares e não comprovam relação de causa e efeito.
Crédito: Imagem FreepikOutro dado chamou a atenção: a mortalidade por qualquer causa foi de 7,8% entre os usuários de melatonina, contra 4,3% no grupo de comparação. Isso corresponde a uma probabilidade quase duas vezes maior de morte ao longo de cinco anos. Os pesquisadores ressaltam, porém, que a associação não comprova que a melatonina tenha causado essas mortes.
Crédito: imagem gerada por i.aMesmo em curto prazo, a melatonina pode provocar efeitos adversos, como sonolência diurna, tontura, dor de cabeça e náusea. Confusão ou desorientação também podem ocorrer, embora sejam menos frequentes. No Brasil, a Anvisa estabelece 0,21 mg como consumo diário máximo em suplementos alimentares para adultos.
Crédito: jcomp/FreepikA Anvisa estabelece o limite máximo de 0,21 mg de melatonina por dia em suplementos destinados a adultos. Doses maiores não são autorizadas nessa categoria no Brasil, e o uso inadequado pode favorecer efeitos adversos, como sonolência, tontura e dor de cabeça. A agência também alerta que os possíveis efeitos do consumo prolongado ainda não estão totalmente esclarecidos.
Crédito: DivulgaçãoA quantidade de melatonina no organismo pode ser avaliada por exames de sangue, saliva ou pela medição de seu principal metabólito na urina. Esses testes, porém, não fazem parte do acompanhamento rotineiro de quem utiliza suplementos. A avaliação do uso deve considerar fatores como horário, dose, sintomas, outros medicamentos e orientação profissional.
Crédito: imagem gerada por i.aA melatonina tem indicações mais bem estabelecidas em alguns distúrbios do ritmo circadiano, incluindo determinados casos envolvendo pessoas cegas sem percepção de luz. Para a insônia crônica em adultos, as evidências sobre sua eficácia são mais limitadas e variam conforme o perfil do paciente. Por isso, seu uso deve considerar a finalidade, a dose e as características individuais.
Crédito: Sbrools wikimedia commonsNem todo episódio de insônia requer o uso de melatonina. Dificuldades persistentes para dormir podem estar associadas a fatores como ansiedade, depressão, dor crônica ou outros distúrbios do sono. Nesses casos, é importante investigar e tratar as condições envolvidas, em vez de recorrer apenas à suplementação.
Crédito: FreepikDormir bem é fundamental para a saúde física e mental, contribuindo para o humor, a concentração e o funcionamento do organismo. Quando a insônia se torna persistente, é importante investigar suas causas e adotar o tratamento mais adequado. Estratégias comportamentais podem ajudar a recuperar um padrão de sono saudável sem depender exclusivamente de substâncias.
Crédito: FreepikA TCC-I é considerada tratamento de primeira linha para a insônia crônica. A terapia busca modificar pensamentos e comportamentos que dificultam o sono, utilizando técnicas como controle de estímulos e restrição do tempo na cama. Seus benefícios podem se manter após o tratamento, reduzindo a necessidade de recorrer a medicamentos.
Crédito: FreepikMudanças simples nos hábitos podem contribuir para melhorar a qualidade do sono. Manter horários regulares, reduzir a exposição à luz intensa e às telas antes de dormir e preparar um ambiente escuro, silencioso e confortável são medidas recomendadas. Esses cuidados ajudam a preservar o ciclo natural de sono e vigília.
Crédito: vecstock por freepikA prática regular de atividade física pode contribuir para a qualidade do sono e para a regulação do ritmo circadiano. O horário ideal varia entre as pessoas, e exercícios à noite não necessariamente prejudicam o descanso. Treinos muito intensos realizados próximo da hora de dormir, porém, podem dificultar o sono em alguns indivíduos.
Crédito: Mplanine wikimedia commonsRefeições muito pesadas perto da hora de dormir podem provocar desconforto digestivo e prejudicar a qualidade do sono. Para quem sofre de refluxo noturno, recomenda-se evitar comer nas três horas anteriores a se deitar. Refeições mais leves e horários regulares também podem contribuir para uma noite mais confortável.
Crédito: stockking/FreepikAnsiedade, preocupação e tensão podem dificultar o início e a manutenção do sono. Técnicas de relaxamento, como respiração abdominal e relaxamento muscular progressivo, ajudam a reduzir a ativação física e mental antes de dormir. Essas estratégias podem integrar o tratamento comportamental da insônia e favorecer um descanso mais tranquilo.
Crédito: PixabayQuando a dificuldade para dormir se torna frequente ou persistente, é importante buscar avaliação médica para investigar suas possíveis causas. Dependendo do quadro, pode ser necessária a avaliação de um especialista em medicina do sono. O tratamento adequado evita o uso indiscriminado de melatonina ou outros recursos e permite abordar a origem da insônia.
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