Música regravada por Beyoncé, Oscar e mais de 3 mil músicas: conheça a trajetória de Dolly Parton, que morreu aos 80 anos

Após a notícia da morte da cantora Dolly Parton, uma das maiores ícones da música country norte-americana, a equipe da artista confirmou a causa do falecimento por meio de um comunicado: "Após enfrentar bravamente uma breve batalha contra o câncer, Dolly deixou sua vida terrena hoje no Centro de Câncer Vanderbilt-Ingram, cercada por seus entes queridos”.

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Dolly tinha 80 anos e morreu no dia 25 de agosto. Ela era conhecida pela trajetória na música e no cinema, além de ter composto canções que se tornaram sucessos na voz de outros artistas como Beyoncé, Tina Turner e Whitney Houston. Relembre sua trajetória!

Crédito: Reprodução @dollyparton

Nascida em 1946, no Tennessee, Dolly Parton transformou uma infância de extrema pobreza em uma carreira de alcance mundial. Ela cresceu em uma família de 12 filhos, em uma pequena casa sem eletricidade ou água encanada, e teve contato com a música por influência da mãe, que lhe ensinou hinos e canções tradicionais.

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Ainda criança, Dolly já cantava em programas de rádio e, aos 13 anos, lançou seu primeiro disco. O reconhecimento nacional veio em 1967, quando passou a integrar o programa televisivo de Porter Wagoner e ganhou espaço como cantora e compositora.

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Poucos anos depois, decidiu seguir sozinha e consolidou uma carreira marcada por sucessos que ultrapassaram os limites da música country. Ao longo de mais de seis décadas, escreveu cerca de 3 mil canções, entre elas “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”, além de “I Will Always Love You”, que alcançou enorme repercussão na voz de Whitney Houston.

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Suas letras abordaram temas como pobreza, desigualdade, relações familiares e dificuldades enfrentadas pelas mulheres, o que ajudou a aproximar sua obra de públicos diferentes. Dolly também se aventurou pelo cinema e estreou nas telas em 1980, em “Como Eliminar Seu Chefe”, produção que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Composição — ela também foi indicada na mesma categoria em 2006, por "Travelin' Thru", escrita para o filme "Transamérica".

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Outros filmes como “A Melhor Casa Suspeita do Texas”, de 1982, e “Flores de Aço”, de 1989, também fizeram parte de sua carreira. Fora dos palcos, a artista criou o parque temático Dollywood, que fica no Tennessee, e desenvolveu projetos como o "Imagination Library", que distribuiu centenas de milhões de livros para crianças em diferentes países.

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Ao longo da carreira, a cantora ganhou 11 prêmios Grammy e entrou para os Halls da Fama da Música Country e do Rock & Roll. Sua imagem pública, marcada por cabelos loiros, roupas chamativas e personalidade carismática, ajudou a aproximar o country de públicos que antes não tinham contato com o gênero.

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Dolly também manteve vínculos com artistas de diferentes gerações, como Miley Cyrus e Beyoncé, que regravaram ou interpretaram suas músicas. Casada por quase seis décadas com Carl Dean, morto em 2025, ela optou por não ter filhos e concentrou parte de sua vida em projetos culturais e filantrópicos.

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