Planetas anões do Sistema Solar: saiba quais são e onde ficam

Um planeta anão é um corpo celeste que orbita o Sol e possui massa suficiente para que sua própria gravidade lhe dê uma forma aproximadamente esférica. Diferentemente dos planetas, porém, ele não conseguiu “limpar” a região de sua órbita de outros corpos celestes.

Crédito: Lexicon/Wikimédia Commons

.A principal consequência da definição adotada pela UAI em 2006 foi a reclassificação de Plutão, que deixou de ser considerado o nono planeta do Sistema Solar e passou à categoria de planeta anão. Ceres, até então classificado como asteroide, também recebeu essa denominação, assim como Éris, cuja descoberta havia intensificado o debate sobre o conceito de planeta.

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Atualmente, cinco corpos são oficialmente reconhecidos como planetas anões pela União Astronômica Internacional (UAI): Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris. Ceres está localizado no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter, enquanto os outros quatro orbitam o Sol em regiões além da órbita de Netuno. Conheça cada um deles.

Crédito: NASA

Éris – Descoberto em 2005 e localizado no disco disperso, uma região muito distante do Sol, além do Cinturão de Kuiper. Tem tamanho semelhante ao de Plutão, embora seja mais massivo, e leva cerca de 557 anos terrestres para completar uma volta ao redor do Sol.

Crédito: ESO/L. Calçada and Nick Risinger wikimedia commons

descoberta de Éris teve papel importante no debate que levou à nova definição de planeta adotada pela UAI em 2006 e à reclassificação de Plutão. Éris possui uma lua conhecida, Disnomia, descoberta em 2005, que completa uma órbita ao redor do planeta anão em cerca de 15,8 dias.

Crédito: NASA wikimedia commons

Plutão - Localizado no Cinturão de Kuiper, região do Sistema Solar situada além da órbita de Netuno e ocupada por inúmeros corpos gelados. Muito distante do Sol, recebe pouca energia solar e apresenta temperaturas extremamente baixas em sua superfície.

Crédito: NASA

Descoberto em 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar até sua reclassificação, em 2006. É o maior planeta anão conhecido e possui cinco luas; Caronte, a maior delas, tem pouco mais da metade de seu diâmetro.

Crédito: NASA

Makemake – Localizado no Cinturão de Kuiper, além da órbita de Netuno, Makemake foi descoberto em 2005 e reconhecido como planeta anão em 2008. Seu diâmetro corresponde a cerca de dois terços do de Plutão, e sua superfície gelada apresenta temperaturas extremamente baixas. Possui uma lua conhecida, provisoriamente chamada MK2.

Crédito: NASA

Makemake tem cerca de 1.430 km de diâmetro, o equivalente a aproximadamente 60% do diâmetro de Plutão. Está entre os maiores planetas anões conhecidos do Sistema Solar e apresenta uma superfície extremamente fria, coberta por materiais congelados, como metano.

Crédito: Arte de demonstração da NASA

Ceres – Localizado no cinturão de asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter, Ceres é o planeta anão mais próximo do Sol. Com cerca de 940 km de diâmetro, é o maior objeto dessa região e concentra aproximadamente um terço de toda a massa do cinturão de asteroides.

Crédito: NASA/Wikimédia Commons

Ceres tem formato aproximadamente esférico e leva cerca de 4,6 anos terrestres para completar uma volta ao redor do Sol. Sua superfície é repleta de crateras e há evidências de grande quantidade de gelo de água em seu interior e subsolo. Os cientistas acreditam que o planeta anão possua um núcleo predominantemente rochoso.

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Haumea – Localizado no Cinturão de Kuiper, além da órbita de Netuno, Haumea orbita o Sol a uma distância média de cerca de 43 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Uma de suas características mais curiosas é o formato alongado, resultado de sua rotação extremamente rápida.

Crédito: Simulação NASA

Haumea possui duas pequenas luas conhecidas, Hiʻiaka e Namaka, que provavelmente estão relacionadas a uma antiga colisão envolvendo o planeta anão. Outra característica impressionante é sua rotação extremamente rápida: Haumea completa uma volta em torno do próprio eixo em cerca de quatro horas, o que contribui para seu formato bastante alongado.

Crédito: Simulação NASA