Há séculos, ervas aromáticas e medicinais fazem parte da alimentação humana. Além de intensificarem sabores, muitas delas contêm compostos naturais associados a diferentes funções no organismo. Dependendo da espécie, podem contribuir para a digestão, estimular a circulação, favorecer o relaxamento ou complementar hábitos de bem-estar.
Por essa razão, ervas são amplamente utilizadas em chás, infusões, temperos e preparações caseiras em diversas culturas ao redor do mundo. Muitas delas ganharam reputação popular ao longo do tempo e continuam presentes tanto na culinária quanto em práticas tradicionais.
Crédito: imagem genérica - imagem FreepikNo entanto, o fato de serem naturais não significa que possam ser consumidas sem limites. Algumas ervas possuem princípios ativos concentrados que, em excesso ou por períodos prolongados, podem provocar efeitos indesejados. Em determinadas situações, também podem interagir com medicamentos ou não ser indicadas para gestantes, crianças e pessoas com condições específicas de saúde. Veja algumas ervas que exigem moderação no consumo.
Crédito: Imagem FreepikALECRIM - O alecrim é uma das ervas aromáticas mais conhecidas e apreciadas, sendo valorizado tanto pelo sabor marcante quanto pelos compostos naturais presentes em suas folhas. Tradicionalmente, é associado a propriedades antioxidantes e ao estímulo da digestão, além de ser frequentemente relacionado à melhora da circulação e da disposição mental.
Crédito: Imagem de xesisex por PixabayNa culinária, aparece em receitas de carnes, legumes assados, pães, molhos e azeites aromatizados. Também é consumido na forma de chá, geralmente de maneira ocasional, especialmente após refeições mais pesadas.
Crédito: Imagem FreepikApesar da popularidade, o consumo excessivo pode causar irritação gástrica, elevação da pressão arterial em pessoas sensíveis e outros efeitos indesejados. Por conter substâncias ativas relativamente potentes, recomenda-se evitar o uso exagerado ou contínuo por longos períodos sem orientação adequada.
Crédito: Wheeler Cowperthwaite - wikimedia commonsBOLDO - Auxiliar no funcionamento do fígado e alivia sensação de estufamento. Seu sabor amargo está ligado aos compostos que estimulam a digestão.Geralmente é consumido em chá, de forma pontual, após exageros alimentares
Crédito: Simonjoan wikimedia commonsO uso frequente ou em grandes quantidades pode sobrecarregar o fígado, causando o efeito contrário ao desejado. Por isso, o boldo deve ser visto como recurso ocasional, e não de uso contínuo.
Crédito: - Recitadavovo.com.brHORTELÃ - Conhecida por ajudar na digestão e aliviar gases, tem efeito refrescante e levemente analgésico. Aparece em chás, sucos, sobremesas e pratos salgados, além de ser usada fresca como finalização. Em infusão, costuma ser uma das ervas mais consumidas no dia a dia.
Crédito: Reprodução do Flickr Carlos LopezEm excesso, porém, pode agravar quadros de refluxo e azia, pois relaxa a válvula do estômago. O consumo frequente de chá concentrado pode causar desconforto gastrointestinal.
Crédito: Imagem FreepikERVA-DOCE - A erva-doce é tradicionalmente utilizada para aliviar cólicas, gases e desconfortos digestivos, além de ser associada a um leve efeito calmante. Suas sementes são usadas em chás, pães, bolos, biscoitos e outras receitas.
Crédito: Carsten Niehaus wikimedia commonsO chá costuma ser consumido após as refeições ou antes de dormir. Apesar da popularidade, o consumo excessivo e frequente pode interferir no equilíbrio hormonal, especialmente em crianças e gestantes. Por isso, recomenda-se moderação no uso.
Crédito: Reprodução do instagram @dradanialvarez