Após 29 anos de presença no Brasil, os sorvetes da Häagen-Dazs deixarão de ser distribuídos no país. A decisão foi confirmada pela General Mills Brasil, proprietária da marca, e faz parte de uma reformulação no portfólio global da companhia, anunciada em março de 2026.
Conhecida por atuar no segmento de sorvetes premium, a Häagen-Dazs chegou ao mercado brasileiro em 1997 e passou a comercializar produtos como potes, copinhos e picolés, geralmente vendidos por preços superiores aos das marcas mais populares.
Crédito: Divulgação/General MillsA saída ocorre em meio à reorganização dos negócios da General Mills no Brasil. A empresa estadunidense fechou um acordo em março para vender suas operações no país ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. A negociação envolve ainda marcas como Yoki e Kitano, mas ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores e tem previsão de conclusão até o fim de 2026.
Crédito: Divulgação/General MillsA estratégia da General Mills busca concentrar investimentos em áreas consideradas prioritárias e melhorar a rentabilidade de suas operações. Em 2025, o grupo registrou cerca de US$ 19 bilhões (cerca de R$ 98 bilhões) em receita e aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos provenientes de participações em outros negócios.
Crédito: Reprodução/InstagramNo Brasil, em torno de 3.500 funcionários trabalham na General Mills. A empresa mantém fábricas em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, além de operar seis centros de distribuição. No ano fiscal de 2025, as atividades brasileiras contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões — equivalentes a R$ 1,8 bilhão — para as vendas líquidas globais da empresa.
Crédito: Divulgação/Häagen-DazsA Häagen-Dazs surgiu em 1921, no Bronx, em Nova York, criada por Reuben Mattus, que começou vendendo sorvetes em uma carroça. Desde o início, o empresário buscou utilizar ingredientes de alta qualidade, como baunilha de Madagascar e chocolate belga.
Crédito: Wikimedia Commons/SnowacinesyApesar da grafia peculiar, a marca utiliza um nome totalmente inventado — sem qualquer significado em dinamarquês, alemão ou outros idiomas europeus. A ideia foi planejada para evocar a tradição, o refino e o caráter artesanal da Europa, destacando o produto em um mercado norte-americano dominado por opções populares.
Crédito: DivulgaçãoA tática de marketing provou-se um enorme sucesso com o passar do tempo. Atualmente, os consumidores que desejam adquirir a sobremesa antes que os estoques se esgotem nas prateleiras precisam desembolsar no mínimo R$ 20 em um copinho de 100ml.
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