São Paulo confirma primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental da história; veja como o vírus se espalha e por que seu diagnóstico é difícil no Brasil

A confirmação dos primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental na história de São Paulo colocou as autoridades de saúde em alerta e ampliou as investigações sobre a presença do vírus no país. Duas mulheres tiveram diagnóstico confirmado no estado, mas ainda não há definição sobre o local onde contraíram a infecção.

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Uma das pacientes, de 34 anos e moradora de Ribeirão Preto, já se recuperou após relatar uma viagem recente à Amazônia. A outra, de 18 anos, vive em São José do Rio Preto e permanece internada ao menos até a manhã do dia 25 de agosto. No mesmo dia em que São Paulo divulgou os diagnósticos, Santa Catarina confirmou a primeira morte causada pela doença no estado.

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A vítima tinha 77 anos, morava em Imbituba e morreu em 8 de agosto, enquanto outro paciente catarinense, de 56 anos, recebeu alta médica. Com os quatro registros confirmados em 2026, além de um caso provável no Piauí, cresce a necessidade de descobrir onde o vírus circula.

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Essa resposta, porém, não depende apenas do acompanhamento dos pacientes. Isso porque, segundo a infectologista Luana Araújo, entrevistada pelo g1, cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas, o que dificulta a identificação da doença por meio do monitoramento humano.

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Por isso, especialistas defendem o monitoramento conjunto de aves, cavalos e mosquitos nas áreas relacionadas aos casos. O vírus é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, que se contaminam ao picar aves infectadas. Essas aves mantêm o ciclo do vírus na natureza e podem transmiti-lo a outros mosquitos.

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Humanos e equinos, por outro lado, são considerados hospedeiros acidentais e não têm papel central na continuidade da transmissão. Ainda não é possível afirmar, portanto, que o vírus esteja circulando de forma estabelecida em São Paulo ou Santa Catarina.

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Para chegar a uma conclusão, as autoridades precisam cruzar os deslocamentos das pacientes com informações sobre animais e mosquitos das regiões investigadas. Os sintomas, quando surgem, podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo, náuseas, vômitos e manchas na pele.

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Como essas manifestações se confundem com doenças como dengue, zika e chikungunya, o diagnóstico pode ser mais difícil. Os quadros graves são menos frequentes, mas podem provocar meningite, encefalite, convulsões, confusão mental e outros comprometimentos neurológicos.

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