Quando a mente se fragmenta: entenda o transtorno das múltiplas identidades

O transtorno dissociativo de identidade é caracterizado pela presença de duas ou mais identidades distintas, que podem se manifestar em momentos diferentes. O quadro costuma estar associado a traumas intensos, especialmente na infância, e a dissociação pode funcionar como uma forma de lidar com experiências dolorosas

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Esse processo é chamado de dissociação, uma espécie de mecanismo de defesa. Em vez de lidar diretamente com o trauma, a mente cria “compartimentos”, o que pode evoluir para identidades distintas ao longo do tempo.

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Por isso, não é algo voluntário nem consciente. A pessoa muitas vezes tem lapsos de memória e não se lembra do que fez quando outra identidade estava no controle.

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A condição ganhou destaque em filmes e séries justamente por seu aspecto incomum. Porém, é comum que filmes associem o tema à violência. Mas na vida real o transtorno é complexo e está ligado a sofrimento psicológico significativo. Veja alguns filmes que lançaram mão do assunto.

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Fragmentado (2016) — Dirigido por M. Night Shyamalan e estrelado por James McAvoy. O filme mostra um homem com múltiplas identidades que sequestra jovens enquanto diferentes personalidades assumem o controle

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Clube da Luta (1999) — Dirigido por David Fincher e estrelado por Brad Pitt e Edward Norton. A trama acompanha um homem que cria uma identidade alternativa, levando a uma reviravolta envolvendo sua própria mente.

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Identidade (2003) — Dirigido por James Mangold e estrelado por John Cusack. O filme apresenta pessoas presas em um motel, revelando aos poucos que tudo está ligado à mente fragmentada de um indivíduo.

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Psicose (1960) — Dirigido por Alfred Hitchcock e estrelado por Anthony Perkins. A história acompanha um homem com comportamento perturbador, revelando uma dissociação ligada à figura materna.

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As Três Faces de Eva (1957) — Dirigido por Nunnally Johnson e estrelado por Joanne Woodward. O filme retrata uma mulher com múltiplas personalidades, baseado em um caso real acompanhado por psiquiatras.

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Sybil (1976) — Dirigido por Daniel Petrie e estrelado por Sally Field. A trama mostra uma mulher com diversas identidades, relacionadas a traumas vividos na infância.

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As Duas Faces de um Crime (1996) — Dirigido por Gregory Hoblit e estrelado por Richard Gere e Edward Norton. O filme acompanha um jovem acusado de assassinato que aparenta ter múltiplas personalidades. E a dúvida paira no ar sobre a veracidade do caso.

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