Ao estudar os impactos do sapo-cururu sobre a fauna de Fernando de Noronha, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas constataram que até metade dos animais da espécie que vivem na ilha apresenta algum tipo de deformidade.
O índice — considerado o maior do mundo — é alarmante, já que no continente a taxa normal é de apenas 10%. A suspeita é que as anomalias estejam ligadas à contaminação metálica na ilha.
Crédito: Divulgação/Camila MoserA pesquisa, conduzida com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), analisa cerca de 250 animais e busca entender se as alterações físicas estão relacionadas à contaminação por metais no ambiente.
Crédito: Felipe Toledo/Acevo pessoalIntroduzida há mais de 100 anos para controlar pragas, a espécie não cumpriu essa função e ainda pode ameaçar animais endêmicos da ilha, como a mabuya e caranguejos locais.
Crédito: Felipe Toledo/Acevo pessoalEntre as possíveis hipóteses consideradas pelos pesquisadores para as deformidades estão a alimentação dos animais, possíveis danos a órgãos internos e a presença de metais pesados na água, sedimentos e no sangue dos sapos.
Crédito: Felipe Toledo/Acevo pessoalAlém disso, os cientistas pretendem comparar os dados da ilha com registros do Caribe e verificar diferenças entre sapos saudáveis e deformados. Os resultados podem levar cerca de seis meses e serão apresentados ao ICMBio.
Crédito: Divulgação/Camila Moser e Débora Augusti/ICMBioFernando de Noronha fica no Atlântico, a cerca de 545 quilômetros de Recife, e pertence a Pernambuco. Suas ilhas abrigam espécies que não existem em nenhum outro lugar do mundo. Essa biodiversidade torna a região especialmente importante para a conservação.
Crédito: Hansfotosy/Wikimédia CommonsFernando de Noronha atrai turistas pelas praias de águas transparentes e pelas paisagens de grande beleza. O arquipélago também encanta quem busca mergulhar e observar a vida marinha. Trilhas e passeios de barco completam as opções para conhecer suas belezas naturais.
Crédito: Reprodução/YouTube Viajantes de Estação em Estação