O tatu-canastra é considerado Vulnerável pela IUCN e ainda guarda aspectos pouco conhecidos de sua biologia. Raro e de hábitos noturnos, apresenta reprodução bastante lenta: a fêmea costuma ter apenas um filhote a cada três ou quatro anos. Por isso, pesquisas sobre a espécie são fundamentais para sua conservação.
Os tatus pertencem à ordem Cingulata e são mamíferos encontrados naturalmente apenas nas Américas. Uma de suas características mais marcantes é a carapaça formada por placas ósseas revestidas por escamas. As diferentes espécies ocupam ambientes variados, de florestas e savanas a regiões mais secas.
Crédito: wikimedia commons/Guillaume DelaitreO tatu-canastra tem hábitos predominantemente noturnos e solitários e passa boa parte do tempo procurando alimento. Excelente escavador, utiliza suas grandes garras para abrir cupinzeiros e formigueiros. Sua alimentação é composta principalmente por cupins e formigas.
Crédito: Britt Weckx UnsplashUma das características mais marcantes do tatu-canastra é sua carapaça, formada por placas ósseas recobertas por escamas. Faixas móveis ajudam a dar flexibilidade ao corpo, facilitando seus movimentos. Apesar da aparência resistente, a carapaça não cobre completamente algumas regiões do animal.
Crédito: divulgação/ICASA resistente carapaça do tatu-canastra funciona principalmente como proteção para o corpo. Mesmo assim, o animal não depende apenas dela para se defender: suas grandes garras, usadas para escavar, também podem ajudá-lo diante de ameaças. Quando percebe perigo, pode ainda buscar abrigo em suas profundas tocas.
Crédito: wikimedia commons/Jyadenbailey57Apesar de sua aparência pesada, muitos tatus são excelentes nadadores. Além disso, eles compensam o fato de terem uma visão precária com um olfato e uma audição aguçados.
Crédito: flickr - Bettina ArrigoniApesar do porte robusto, o tatu-canastra consegue se deslocar com agilidade e também é capaz de nadar. Sua visão não é considerada seu sentido mais desenvolvido, e o olfato desempenha papel importante na exploração do ambiente e na localização de alimentos.
Crédito: wikimedia commons/Enrique GonzálezO tatu-canastra (Priodontes maximus) é a maior espécie de tatu existente e pode alcançar cerca de 1,5 metro de comprimento, considerando a cauda. Encontrado em diferentes ambientes da América do Sul, incluindo florestas, Cerrado e Pantanal, pode atingir dezenas de quilos. A espécie é classificada como Vulnerável pela IUCN.
Crédito: reprodução TV MorenaO tatu-canastra é um excelente escavador e constrói grandes tocas que utiliza para abrigo e descanso. Depois, esses espaços podem servir de refúgio para diversas outras espécies de animais. Por modificar o ambiente e criar recursos aproveitados por outros seres vivos, é considerado um “engenheiro do ecossistema”.
Crédito: Myléne por PixabayApesar de sua ampla distribuição pela América do Sul, o tatu-canastra enfrenta diferentes ameaças. A perda e a fragmentação do habitat, a caça, os incêndios e os atropelamentos contribuem para reduzir suas populações. A baixa taxa reprodutiva torna a recuperação da espécie ainda mais difícil.
Crédito: domínio público/wikimedia commons