Trajeto escolar que era feito a pé entre penhascos ganha elevadores e passa a durar apenas meia hora na China

Durante anos, chegar à escola era um dos maiores desafios para os estudantes da aldeia de Nizhuhe, na província de Yunnan, sudoeste da China. Localizada no fundo do Grande Cânion do Rio Nizhu, a comunidade fica mais de 500 metros abaixo da Escola Primária de Guanzhai, situada no alto da montanha.

Crédito: Reprodução/CCTV

Antes da criação de uma nova estrutura de transporte, os alunos precisavam enfrentar trilhas estreitas, perigosamente inclinadas e próximas a paredões para cumprir o percurso. A viagem podia durar cerca de três horas e, segundo alguns estudantes, apresentava riscos de quedas e escorregões.

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A realidade começou a mudar em 2022, com a entrada em funcionamento do elevador panorâmico chamado "Qingyun", instalado diretamente na parede do cânion e com 268 metros de altura. Um teleférico também passou a integrar o trajeto de forma gratuita para os moradores e estudantes — a exemplo do elevador.

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A mudança reduziu muito o tempo necessário para chegar à escola e trouxe mais segurança para as crianças. O crescimento do turismo na região, contudo, criou uma nova dificuldade: o aumento no número de visitantes provocou filas no elevador e sobrecarregou o sistema nos períodos de maior movimento.

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Turistas passaram a dividir os equipamentos e os acessos com os estudantes, o que comprometeu a prioridade dada ao transporte escolar. Para ampliar a capacidade, as autoridades construíram um segundo elevador panorâmico, chamado "Fuyao", inaugurado em julho de 2026.

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Com 288 metros, a nova estrutura opera ao lado do "Qingyun" e consegue atingir aproximadamente 18 km/h, realizando a subida em cerca de 50 segundos. A combinação entre ônibus, elevadores e teleférico criou uma rota muito mais rápida: atualmente, os estudantes levam cerca de meia hora para completar o caminho.

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Primeiro, eles percorrem uma parte do trajeto em um ônibus turístico, depois vencem a parede do cânion por meio de um dos elevadores e seguem de teleférico antes de caminhar o trecho final até a escola. A infraestrutura também alterou a economia da comunidade.

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A paisagem do cânion passou a atrair visitantes, o que estimulou o surgimento de pousadas e pequenos estabelecimentos comerciais. A moradora Chen Yuqin, por exemplo, contou à agência Xinhua que uma pousada com apenas quatro quartos chegou a registrar receita bruta anual de 500 mil yuans, valor equivalente a cerca de R$ 385 mil.

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