A partir de outubro de 2027, a aviação comercial poderá alcançar um novo patamar com o início da rota sem escalas mais demorada do planeta. A iniciativa da companhia australiana Qantas, desenvolvida em parceria com a Airbus, prevê voos diretos entre Sidney e Londres, eliminando as tradicionais conexões utilizadas nas viagens entre a Austrália e a Europa.
A operação promete estabelecer a rota comercial direta mais longa do mundo, com duração estimada entre 18 e 20 horas, podendo alcançar até 22 horas, dependendo das condições. Em determinadas épocas do ano, principalmente durante o inverno no Hemisfério Norte, a aeronave seguirá um trajeto diferente do habitual.
Crédito: Divulgação/AirbusEm vez de sobrevoar o Sudeste Asiático e o Oriente Médio, o percurso passará pelo Pacífico Norte, próximo ao Japão, seguirá pelo Alasca, Groenlândia e Islândia antes de chegar ao Reino Unido. Segundo o piloto-chefe técnico da Qantas, Alex Passerini, essa alternativa oferece vantagens operacionais ao evitar ventos desfavoráveis e reduzir o tempo de voo em determinadas condições climáticas.
Crédito: Angela Compagnone/UnsplashO planejamento detalhado também define o combustível necessário, o tempo estimado da viagem e as limitações específicas da rota. Além da ligação entre Sidney e Londres, a empresa pretende lançar voos diretos entre Sidney e Nova York, conectando a costa leste australiana a importantes centros financeiros sem escalas internacionais.
Crédito: Sasin Tipchai/PixabayAs operações fazem parte do "Projeto Sunrise", criado para tornar viáveis viagens tidas como de ultralonga distância. Para isso, a Airbus desenvolveu uma versão especial do A350-1000, chamada A350-1000ULR, equipada com tanques extras de combustível e configuração adaptada para ampliar sua autonomia.
Crédito: Divulgação/AirbusA capacidade será reduzida para cerca de 238 passageiros, distribuídos entre quatro classes, o que permitirá maior conforto durante trajetos superiores a 20 horas. O projeto também prevê revezamento entre os pilotos e áreas destinadas a caminhadas e alongamentos dentro da cabine.
Crédito: Aleksei Zaitcev/UnsplashEspecialistas em medicina do sono, nutrição e fadiga colaboraram com a empresa na definição da iluminação, das refeições e dos períodos de descanso, com o objetivo de diminuir os efeitos do fuso horário. As medidas buscam tornar a experiência mais suportável para os passageiros e reduzir o impacto físico de uma viagem tão extensa como essa.
Crédito: Alev Takil/UnsplashA companhia já concluiu com sucesso o primeiro voo de testes do modelo A350-1000ULR em Toulouse, na França. De acordo com a Airbus, o modelo conseguiu permanecer no ar por 3 horas e 42 minutos e atingir uma altitude de mais de 41 mil pés.
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