Wētāpunga: programa de conservação ajuda a recuperar população de inseto gigante nativo da Nova Zelândia

Reconhecido como um dos insetos mais pesados do mundo, o wētāpunga enfim apresenta sinais de recuperação na Nova Zelândia após décadas de declínio causado pela destruição de florestas e pela presença de predadores introduzidos.

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Graças a um programa de reprodução em cativeiro realizado ao longo de 15 anos, foi possível a soltura de mais de 11 mil exemplares em dez áreas do país. O trabalho começou em centros de conservação e foi ampliado pelo zoológico de Auckland, que criou e liberou 8.874 indivíduos entre 2014 e 2025.

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Os insetos foram introduzidos em ilhas livres de predadores e em áreas protegidas do continente. Em locais como Motuora e Tiritiri Matangi, pesquisadores identificaram pelo menos quatro gerações nascidas na natureza, sinal de que as populações já conseguem se reproduzir sem depender exclusivamente de novas solturas.

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Os resultados, publicados no New Zealand Journal of Zoology, indicam uma melhora no status da espécie, cuja população agora é considerada crescente no país. Nativo da Nova Zelândia, o wētāpunga é conhecido não só pelo tamanho, mas também pelo peso; veja mais sobre este inseto!

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O wētāpunga (Deinacrida heteracantha) é um inseto gigante nativo da Nova Zelândia e uma das espécies de grilos mais pesadas do mundo. Seu nome vem da língua maori e pode ser traduzido como “deus das coisas feias”, referência à aparência peculiar.

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Apesar do tamanho impressionante, ele não representa perigo para os seres humanos, pois não possui veneno nem ferrão. Os adultos podem atingir cerca de 7 centímetros de comprimento e pesar até 70 gramas, sobretudo quando as fêmeas carregam ovos.

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O wētāpunga não voa e apresenta hábitos predominantemente noturnos. Sua alimentação inclui folhas, frutos, flores e outras partes de plantas, o que o torna importante para a dinâmica dos ecossistemas em que vive. Durante o dia, costuma permanecer escondido entre folhas secas e a vegetação, longe de possíveis predadores.

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A espécie alcança a fase adulta após cerca de 14 a 24 meses, e os indivíduos adultos vivem aproximadamente de seis a nove meses. No passado, o wētāpunga habitava áreas mais extensas da Ilha Norte neozelandesa, mas perdeu território devido à destruição de florestas e à introdução de ratos e outros predadores.

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