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Flamengo: possível contratação de Samuel Lino gera crítica de jornalista

Mesmo tendo sido monitorado por clubes como Napoli, Sporting e Nottingham Forest, o atacante optou pelo retorno ao Brasil

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Samuel Lino Flamengo
Samuel Lino, em ação pelo Atlético de Madrid (Foto: Divulgação/ Atlético de Madrid)

A recente contratação de Samuel Lino pelo Flamengo, anunciada na sexta-feira (25), gerou reações imediatas no cenário esportivo, especialmente no meio jornalístico. Durante o programa “Posse de Bola”, exibido pelo UOL, o comentarista Arnaldo Ribeiro se manifestou contra os valores envolvidos na operação e fez duras críticas ao clube carioca.

Para o jornalista, a negociação realizada pelo Rubro-Negro em pleno contexto econômico do país não é apenas exagerada — é inadequada.

“Eu não vejo como responsável ou admirável um clube brasileiro contratar um jogador por 25 milhões de euros (cerca de R$ 162,5 milhões na cotação atual) na atual circunstância do país. Eu não acho isso um golaço”, afirmou, ao usar um argumento de ordem social para embasar sua discordância.

Comparações e contexto financeiro

Posteriormente, Arnaldo comparou o investimento rubro-negro à investida recente do Palmeiras por Vitor Roque, que envolveu valor semelhante. Em sua análise, ressaltou que o montante, apesar de viável para os cofres dos clubes, não assegura retorno técnico imediato nem conquistas garantidas.

“Assim como discutimos os 25 milhões de euros do Palmeiras ao Vitor Roque, também podemos discutir o mesmo valor do Flamengo ao Lino. Que já passou pelo clube, como disse o Mauro (César), e hoje ele tem mercado europeu. É um dinheiro em jogadores que não são garantia de retorno”, comentou.

Em seguida, completou: “O Vitor Roque não vale sozinho ou por 25 milhões de euros ganhar as três competições e nem o Lino. Eu acho uma loucura, por mais que os clubes tenham condição de fazê-lo hoje sem quebrar o orçamento”.

Números da negociação

A operação financeira para trazer Samuel Lino do Atlético de Madrid envolveu 22 milhões de euros (cerca de R$ 143 milhões), com acréscimo de até 3 milhões de euros (R$ 19,5 milhões) em bônus por metas previstas em contrato. O vínculo será válido por quatro temporadas.

Essa quantia supera a anterior marca histórica do clube, que havia desembolsado 20 milhões de dólares (R$ 110,6 milhões) por Carlos Alcaraz, em 2024.

A proposta enviada ao clube espanhol incluía pagamento à vista de uma parte da quantia e outras duas parcelas programadas para janeiro e julho de 2026. A oferta foi bem recebida pelo Atlético, que pretendia liberar uma vaga de estrangeiro no elenco principal.

Perfil técnico e passagens anteriores

Natural de Santo André (SP), Samuel Lino tem 25 anos e atua preferencialmente pela ponta esquerda, ainda que possa jogar pelos dois lados do ataque. Revelado pelo São Bernardo, teve uma breve passagem pela base do Flamengo, onde conquistou a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2018.

Em seguida, transferiu-se para o Gil Vicente, de Portugal, onde somou 101 partidas.

Contratado pelo Atlético de Madrid em 2022 por 6,5 milhões de euros (cerca de R$ 34,7 milhões à época), o atacante foi emprestado ao Valencia em sua primeira temporada na Espanha. Já na campanha 2023/24, destacou-se pelo desempenho e recebeu o reconhecimento dos torcedores colchoneros como o melhor atleta do elenco naquela temporada.

Interesse europeu e decisão final

Mesmo tendo sido monitorado por clubes como Napoli, Sporting e Nottingham Forest, o atacante optou pelo retorno ao Brasil. Segundo apurações, pesou em sua decisão o projeto esportivo apresentado pelo Flamengo, além da possibilidade de figurar com mais evidência no radar da seleção brasileira comandada por Carlo Ancelotti.

Além disso, a comissão técnica liderada por Filipe Luís vinha solicitando a chegada de um ponta com características de drible e capacidade de decisão no terço final do campo. O nome de Lino, assim, encaixou-se no perfil desejado após a diretoria encerrar as tratativas com Taty Castellanos, da Lazio.

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Não importa quantas visitas a assistência fez, quantas peças disse que estavam em falta ou quantas promessas foram feitas por telefone. Se o defeito não for resolvido dentro desse prazo, o consumidor não precisa mais aceitar reparo. A lei abre três alternativas à escolha dele, sem necessidade de negociação ou boa vontade da loja. Quais são os três direitos que surgem depois dos 30 dias sem solução? O CDC não deixa margem para interpretação nesse ponto. 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