Defesa Civil comenta risco de desabamento do Shopping Tijuca
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Defesa Civil comenta risco de desabamento do Shopping Tijuca

O incêndio, ocorrido na última sexta-feira (2), matou dois bombeiros civis e impactou a rotina de moradores vizinhos

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Defesa Civil comenta risco de desabamento do Shopping Tijuca. Foto: João Pedro Barrocas/Super Rádio Tupi

A Defesa Civil Municipal informou que não há risco de desabamento do Shopping Tijuca, após o incêndio que matou dois bombeiros civis, na última sexta-feira (2). O fogo teve início em uma loja no subsolo do centro comercial, que ficou totalmente destruída.

Durante entrevista, o secretário de estado de Defesa Civil, Coronel Tarciso Antônio Júnior, destacou que o Shopping Tijuca tinha o certificado de vistoria dos bombeiros, mas a loja, não possuía a liberação.

“Na verdade o shopping como um todo está aprovado pelo Corpo de Bombeiros, mas nós não identificamos, até o momento, o certificado de aprovação da loja em que iniciou o incêndio”, explicou.

Bombeiros e Agentes da Defesa Civil seguem trabalhando no local. Ainda não há prazo para reabertura do Shopping Tijuca.

Quem eram as vítimas do incêndio?

O supervisor de brigadistas, Anderson Aguiar do Prado, morreu a caminho do hospital. Já Emellyn Silva Aguiar Menezes foi encontrada morta no subsolo do estabelecimento.

Emellyn trabalhava como brigadista no Shopping Tijuca. Ela participou do resgate de clientes e funcionários durante o incêndio e chegou a ser considerada desaparecida antes da confirmação da morte.

Anderson Aguiar do Prado e Emellyn Silva Aguiar Menezes. Foto: Reprodução

Bombeiros civis fizeram oração e homenagens para os profissionais: “A manifestação é totalmente pacífica, com objetivo de buscar respostas. Essa perda foi muito dolorosa. São profissionais capacitados que estavam atuando e no dever como bombeiros civis perderam suas vidas. Vamos fazer uma perícia a parte para dar uma resposta a sociedade. A sociedade precisa saber o que está acontecendo em diversos shoppings que não tem equipamentos ou profissionais”, disse Marcos Paulo, presidente do Sindicato dos Bombeiros Civis do Rio.

Dificuldades no combate ao fogo

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início em uma área de difícil acesso. A situação provocou grande concentração de fumaça no interior do prédio e exigiu uma atuação técnica especializada.

Desde o começo da operação, os militares empregaram equipamentos de proteção respiratória autônoma. Também utilizaram sistemas de ventilação mecânica para dispersar gases tóxicos e garantir a segurança das equipes.

Diante das limitações de acesso por terra, o CBMERJ adotou estratégias alternativas para avançar no combate às chamas. No sábado (3), uma aeronave foi utilizada para o desembarque de bombeiros na cobertura do prédio.

A ação incluiu a abertura de portas de emergência e o uso de ventilação forçada, permitindo a progressão das equipes de cima para baixo dentro da edificação.

Cenário crítico

Novas imagens do interior do Shopping Tijuca, divulgadas nos últimos dias, chamaram a atenção e assustaram clientes.