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Advogada argentina coloca tornozeleira após decisão judicial em investigação por racismo

Acusada de ofender funcionário de bar em Ipanema, argentina é monitorada eletronicamente e relata ameaças após repercussão do caso

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez passou a usar tornozeleira eletrônica nesta quarta-feira (21), por determinação da Justiça do Rio, no inquérito que apura acusações de racismo contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital. A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP).

A medida faz parte das restrições impostas à investigada, que também está proibida de deixar o Brasil enquanto o caso é analisado pelas autoridades.

Medidas judiciais e relato de ameaças

Na noite de terça-feira (20), Agostina registrou ocorrência na Polícia Civil relatando ameaças e injúrias após a repercussão do episódio. Segundo a advogada, três homens teriam ido ao apartamento onde estava hospedada, se passando por policiais e perguntando por ela.

O caso é investigado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat). Ao g1, ela afirmou que o endereço teria sido vazado e que imagens das câmeras do prédio foram solicitadas por sua defesa para comprovar a versão.

Procurada, a Polícia Civil confirmou a abertura de inquérito, mas informou que, durante o depoimento, Agostina não mencionou a presença de policiais ou falsos policiais no local. À polícia, ela também relatou ameaças nas redes sociais, negou ter cometido racismo e declarou: “Não sou racista”.

Investigação deve ser concluída

A 11ª DP (Rocinha) ouviu novamente a vítima nesta semana e deve concluir o inquérito até quinta-feira (22). Segundo o delegado Diego Salarini, após novas diligências, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público.

Agostina já prestou depoimento e disse ter se surpreendido com a intimação, afirmando que os gestos teriam sido uma brincadeira direcionada às amigas, e não ao funcionário do bar.

A versão, no entanto, é contestada por vídeos que circulam nas redes sociais, nos quais Agostina aparece chamando o funcionário de “mono”, termo em espanhol associado a ofensa racial, e imitando um macaco. Ao g1, ela afirmou ter sido provocada por atendentes do bar e admitiu que errou na conduta, dizendo que não sabia que o gesto poderia configurar crime no Brasil.