Esportes
Malcolm permanece no Al-Hilal, mas foi alvo do Corinthians junto com Gerson
Poder de investimento pesa nas decisões do mercado internacional
O interesse recente do Corinthians em reforços vindos do futebol europeu reacendeu o debate sobre a presença de jogadores brasileiros em grandes centros do exterior. Em meio a negociações que não avançaram por questões financeiras, o nome do Zenit, da Rússia, voltou a aparecer com frequência, principalmente pela quantidade de atletas do Brasil no elenco. A saída de Gerson para o Cruzeiro e o novo destino de Malcolm, hoje no Al-Hilal, ajudam a ilustrar esse cenário de mercado de transferências e a diferença de poder de investimento entre clubes.
Quantos brasileiros jogam no Zenit atualmente
Mesmo sem Gerson, que retornou ao Brasil, o Zenit continua com um núcleo relevante de jogadores brasileiros. Em 2025, o clube russo mantém sete atletas do Brasil no elenco profissional, confirmando a estratégia de apostar em talentos formados no país, como o recém-contratado Jhon Jhon, ex-Palmeiras e Red Bull Bragantino.
Esse grupo brasileiro não é ocasional: o Zenit consolidou, ao longo dos anos, um perfil de elenco que mistura atletas locais com estrangeiros, sobretudo sul-americanos. A adaptação é favorecida pela presença de compatriotas, suporte interno e pelo histórico de brasileiros que já se destacaram no clube, transformando o time em porta de entrada e consolidação para talentos brasileiros no futebol europeu.
Confira a publicação do gersonsantoss, no Instagram, anunciando que Gerson está fechado com o Cruzeiro, reforçando o elenco e empolgando a torcida celeste com a novidade:
Quais são os brasileiros em destaque no Zenit
Entre os sete brasileiros do Zenit, alguns já se tornaram referências nas suas posições e sustentam o projeto esportivo do clube. Na defesa, o zagueiro Nino é titular e peça-chave; pelos lados, Gustavo Mantuan e Douglas Santos oferecem equilíbrio entre marcação e apoio ofensivo.
No meio e no ataque, Wendel, Jhon Jhon, Pedro e Luiz Henrique ampliam o repertório tático, atuando em diferentes faixas do campo. Abaixo, estão organizadas as principais funções desses brasileiros no elenco russo:
- Zagueiro: Nino
- Laterais: Gustavo Mantuan, Douglas Santos
- Meio-campo: Wendel, Jhon Jhon
- Ataque: Pedro, Luiz Henrique
Esse conjunto espalhado por quase todos os setores do campo reforça a visibilidade do Zenit no mercado do Brasil e o consolida como um dos principais destinos de jogadores brasileiros fora do país.
Como está a carreira de Malcolm no Al-Hilal
Malcolm, frequentemente citado quando se fala em possíveis retornos ao Corinthians, hoje defende o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Revelado no clube paulista e com passagens por Bordeaux, Barcelona e Zenit, o atacante chegou ao Oriente Médio em julho de 2023 e se firmou como peça ofensiva importante.
Na temporada atual, Malcolm soma 20 partidas, com seis gols e seis assistências, números que mostram regularidade em finalização e criação. Aos 28 anos, tem contrato até junho de 2027, o que garante estabilidade financeira ao atleta, fortalece o poder de negociação do Al-Hilal e torna mais complexas eventuais tentativas de transferência de volta ao Brasil.
Confira a publicação do perfil malcomoliveira_97, no Instagram, provocando os torcedores com a pergunta “quem será o MOTM de hoje?”, criando expectativa e clima de jogo entre os fãs:
Quais fatores dificultam o Corinthians para repatriar esses jogadores
As recentes tentativas do Corinthians de repatriar nomes como Gerson e Malcolm esbarram principalmente na capacidade de investimento. Clubes da Rússia e da Arábia Saudita trabalham com receitas em moeda forte e, muitas vezes, apoio de grandes grupos empresariais ou estatais, o que eleva teto salarial e poder de compra em comparação com times brasileiros endividados.
Além disso, atletas em fase de auge físico e técnico, como Malcolm aos 28 anos, tendem a priorizar mercados que oferecem contratos longos e financeiramente vantajosos. Assim, um eventual retorno ao Brasil costuma depender de forte desejo pessoal, fim de contrato, perda de espaço no elenco ou de um projeto esportivo muito convincente, fatores que obrigam o Corinthians a planejar com cautela cada movimento de mercado.