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“A UTI deste hospital salvou a vida do meu filho”: Mãe celebra 1º Dia das Mães em casa após 310 dias de angústia

Após 310 dias na UTI, pequeno Dorian, de 11 meses, tem alta e celebra a vida em casa

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Após 310 dias na UTI, pequeno Dorian, de 11 meses, tem alta e celebra a vida em casa. Foto: Edu Kapps / SMS

Jaquelini Calandrino vai celebrar o Dia das Mães de 2026 em casa, com os três filhos, pela primeira vez em quase um ano. O motivo da longa ausência foi o caçula, Dorian, de 11 meses, que nasceu com cardiopatias congênitas e passou 310 dias internado na UTI de hospitais da rede municipal do Rio de Janeiro.

Dorian foi diagnosticado com atresia pulmonar e atresia tricúspide aos 21 dias de vida e precisou passar por três cirurgias cardíacas. O tratamento foi conduzido pelas equipes do Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda e do Hospital Municipal Souza Aguiar, unidades do mesmo complexo hospitalar, no Centro do Rio.

Alta antes do primeiro aniversário

O bebê completa um ano em 3 de junho. Médicos do hospital chegaram a esperar que ele ainda estivesse internado não apenas no Dia das Mães, mas também no aniversário. “A gente cuida, acolhe e faz o nosso melhor. Nem sempre a gente vence, mas, hoje, com a alta do Dorian, a gente venceu”, disse Ana Murai, diretora técnica do HMMABH.

A médica lembrou que houve momentos críticos durante a internação. “Houve vezes que achamos que ele não fosse vencer, mas ele superou todos os obstáculos”, afirmou. Ela destacou o papel da mãe no processo: “A Jaquelini sempre foi uma mãe positiva. Tudo isso nos estimulava.”

A emoção do 1º Dia das Mães em casa: Após 310 dias na UTI, bebê com cardiopatia volta para a família. Edu Kapps / SMS

Rotina de remédios para o resto da vida

Jaquelini, de 31 anos, também é mãe de Maria Júlia, de 7 anos, e Peter, de 6 anos. Doula há quatro anos, ela conta que passava seis dias por semana no hospital. “Só voltava para casa para buscar roupas limpas”, disse. Com a alta do filho, reconhece que a rotina seguirá exigente: Dorian precisará de medicamentos para o coração e o pulmão indefinidamente e não poderá praticar esportes ou ter uma vida agitada.

Ainda assim, ela não esconde o alívio. “Será uma vida com qualidade e que seja justa de se viver”, afirmou. Sobre a unidade onde o filho foi tratado, foi direta: “O Maria Amélia salvou a vida do meu filho. É um lugar que vou amar para sempre.”