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Carnaval

Apenas com tapa-sexo de 10 cm, musa rouba a cena no ensaio do Salgueiro

Letícia Guimarães passou por 5 horas de pintura para homenagear Rosa Magalhães

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

A personal trainer Letícia Guimarães chamou atenção durante o ensaio técnico da Acadêmicos do Salgueiro na Marquês de Sapucaí, realizado no último sábado (31). A destaque desfilou com pintura corporal que recriava Emília, a icônica boneca de pano do Sítio do Picapau Amarelo, usando apenas um tapa-sexo de 10 centímetros.

A transformação artística demandou aproximadamente cinco horas de trabalho. Os artistas plásticos Madson Araújo e Márcio Carvalho assinaram a elaborada pintura corporal, realizada inteiramente com tintas sobre o corpo da destaque.

A escolha da personagem tem conexão direta com o enredo da agremiação. A caracterização remete ao desfile “Uma delirante confusão fabulística”, criado pela carnavalesca Rosa Magalhães para a Imperatriz Leopoldinense em 2005. Rosa é justamente a homenageada do enredo da Vermelha e Branca neste carnaval.

A transformação levou cerca de 5 horas de trabalho. Foto: Divulgação

Com duas décadas de carreira no carnaval carioca, Letícia Guimarães também integra a União da Ilha, escola que disputa a Série Ouro do carnaval carioca.

Salgueiro homenageia lenda do carnaval

A Acadêmicos do Salgueiro apresenta na Sapucaí o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. A escola presta tributo à carnavalesca Rosa Magalhães, considerada uma das maiores artistas do Carnaval brasileiro.

A musa também desfila pela União da Ilha, escola da Série Ouro. Foto: Reprodução

Rosa Magalhães faleceu em julho de 2024, aos 77 anos, deixando um legado de 14 títulos como carnavalesca, sendo seis pela Imperatriz Leopoldinense e cinco pelo próprio Salgueiro. Ela foi a primeira mulher a vencer o Carnaval carioca como carnavalesca, quebrando barreiras em um ambiente tradicionalmente masculino.

Nascida em 1947 no Rio de Janeiro, Rosa era formada em Belas Artes e iniciou sua carreira no carnaval na década de 1970. Seu trabalho era marcado por enredos culturais profundos, pesquisa histórica minuciosa e forte apelo visual. Entre seus desfiles mais memoráveis estão “Marquês que é Marquês do Sassarico é o Marquês de Sapucaí” (Salgueiro, 1993) e “Imperatriz Leopoldinense honrosamente apresenta: Axé, Bolofé, Oduduá” (Imperatriz, 1994).