Brasil
Dia de Iemanjá: entenda a história e as tradições da ‘Rainha do Mar’
Saiba quem é a orixá das águas, a origem das celebrações em 2 de fevereiro e o significado das oferendas e rituais feitos em todo o país
Milhares de fiéis e admiradores se reúnem no litoral brasileiro nesta sexta-feira, 2 de fevereiro, para celebrar o Dia de Iemanjá. Conhecida como a “Rainha do Mar”, a orixá das águas recebe homenagens que colorem as praias, principalmente em Salvador, com rituais, cânticos e oferendas lançadas ao oceano.
A data, uma das mais importantes do calendário de religiões de matriz africana, mobiliza pessoas de diversas crenças em uma grande manifestação de fé e cultura. As celebrações unem o sagrado e o popular em um espetáculo de devoção que se renova a cada ano.
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Quem é a Rainha do Mar?
Iemanjá é uma das divindades mais populares do candomblé e da umbanda. Ela representa a maternidade, a fertilidade, o cuidado com a família e a proteção dos pescadores e de todos que dependem do mar para viver. Seu nome vem do iorubá “Yeyé Omo Ejá”, que significa “mãe cujos filhos são peixes”.
Sua imagem é frequentemente associada à de uma sereia, com longos cabelos pretos e vestida de azul ou branco, cores que simbolizam a calma e a pureza das águas. É vista como uma figura maternal e acolhedora, que governa com sabedoria a imensidão dos oceanos.
A tradição do 2 de fevereiro
A escolha da data está ligada ao sincretismo religioso. No calendário católico, 2 de fevereiro é o dia de Nossa Senhora dos Navegantes, santa protetora dos marinheiros. Durante o período da escravidão no Brasil, os africanos associaram seus orixás a santos católicos como forma de preservar suas crenças.
Assim, Iemanjá foi sincretizada com a santa católica. A maior festa do país em sua homenagem ocorre em Salvador (BA), onde a tradição começou em 1923, quando pescadores do bairro do Rio Vermelho decidiram oferecer presentes à Rainha do Mar para pedir fartura de peixes. Hoje, a Festa de Iemanjá do Rio Vermelho é tombada como Patrimônio Cultural de Salvador e considerada a maior manifestação religiosa pública do candomblé no estado. Curiosamente, apesar da grandiosidade, a data não é feriado oficial na capital baiana, mas é decretada feriado municipal em diversas outras cidades do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul.
Oferendas e rituais
As tradições do Dia de Iemanjá envolvem rituais de agradecimento e pedidos de proteção. Vestidos de branco, os devotos levam ao mar presentes como flores brancas, espelhos, pentes, perfumes e comidas como o manjar. Esses itens simbolizam a beleza e a vaidade atribuídas à divindade.
As oferendas são colocadas em pequenos barcos e lançadas nas águas, com a esperança de que sejam aceitas pela Rainha do Mar. Atualmente, existe uma crescente conscientização sobre a importância de preservar o meio ambiente, e muitas celebrações incentivam o uso de oferendas biodegradáveis, como flores e frutas, evitando plásticos e outros materiais poluentes.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.