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Um arquipélago vulcânico no Brasil onde é possível nadar com golfinhos e tartarugas é líder em rankings de beleza
Onde golfinhos e tartarugas nadam em um dos lugares mais belos do Brasil
Fernando de Noronha é o sonho de consumo de todo viajante que busca a natureza em seu estado mais puro. Localizado a 354 km da costa de Pernambuco, o arquipélago vulcânico ostenta o título de Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, oferecendo praias que frequentemente lideram os rankings de beleza global e um ecossistema marinho vibrante.
Por que Noronha é um santuário mundial?
Fernando de Noronha vai muito além de suas águas turquesas; é um marco histórico de defesa do território nacional. Descoberto em 1503, o arquipélago serviu como base estratégica e presídio por séculos. Essa herança está preservada no Conjunto Histórico da Vila dos Remédios e suas fortificações, tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
A exclusividade do destino é garantida por rigorosas leis ambientais e taxas de preservação que limitam o número de visitantes. Esse controle permitiu que a vida marinha prosperasse, tornando a ilha um dos poucos lugares do mundo onde é possível nadar rotineiramente ao lado de tartarugas, tubarões e golfinhos em total liberdade.

Quais praias são imperdíveis no arquipélago?
As praias noronhenses dividem-se entre o “Mar de Dentro” (voltado para o Brasil, com águas calmas) e o “Mar de Fora” (voltado para a África, com mar mais agitado), cada uma oferecendo uma experiência distinta.
Confira as paradas obrigatórias para o seu roteiro:
Explore as praias paradisíacas de Fernando de Noronha em um roteiro completo. O vídeo é do canal Na Mala, que conta com mais de 700 mil inscritos, e apresenta as praias do Cachorro, do Meio e da Conceição, além de dicas de mergulho e mirantes:
O que comer na ilha?
A gastronomia de Fernando de Noronha superou as dificuldades logísticas para criar uma identidade própria, misturando o frescor do mar com a alta cozinha. O “tubalhau”, bolinho feito com carne de tubarão salgada (de espécies permitidas e sustentáveis), é uma iguaria curiosa que remete às tradições dos antigos moradores.
Nos restaurantes mais sofisticados, a estrela é a lagosta grelhada na manteiga de garrafa, servida com acompanhamentos tropicais como purê de banana-da-terra ou arroz de coco. O festival gastronômico local, que ocorre anualmente, reforça a posição da ilha como um polo culinário que valoriza ingredientes regionais e pesca consciente.
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Qual a melhor época para mergulhar?
O clima em Noronha é tropical estável, com calor constante o ano inteiro. A brisa do mar ameniza as temperaturas, mas o sol é intenso. A temperatura mais alta registrada historicamente gira em torno de 33 °C, raramente ultrapassando essa marca devido à influência oceânica. Já a mínima dificilmente cai abaixo dos 18 °C, mesmo nas madrugadas mais frescas.
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.
Como chegar ao arquipélago?
Chegar a Fernando de Noronha exige planejamento, pois o acesso é exclusivamente aéreo para turistas. Os voos partem diariamente de Recife e Natal, operados por aeronaves a jato ou turboélice, com duração média de 1h a 1h30. Recentemente, a pista passou por reformas para garantir a segurança de jatos de maior porte.
Ao desembarcar, o visitante deve pagar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada por dia de permanência. Além disso, para acessar as praias do Parque Nacional Marinho (como Sancho e Sueste), é necessário adquirir um ingresso específico válido por 10 dias, cujos fundos são destinados à conservação das trilhas e estruturas de apoio.

Planeje sua viagem para Noronha
Fernando de Noronha é um destino exclusivo que exige investimento, mas retribui cada centavo com paisagens que parecem intocadas pelo tempo. É o lugar onde a natureza dita as regras e o ser humano é apenas um observador privilegiado.
- Santuário ecológico com a maior concentração de golfinhos rotadores do mundo.
- Praias de cinema como a Baía do Sancho, repetidamente eleita a melhor do planeta.
- História viva em fortificações do século XVIII que protegem o litoral.
Pague as taxas, respeite as tartarugas e mergulhe no paraíso mais cobiçado do Brasil.