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Piloto é preso em Congonhas sob suspeita de integrar rede de abusos

DHPP aponta uso de documentos falsos e cumprimento de mandados em SP e Guararema

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Foto: Reprodução/TV Globo

Um piloto da companhia aérea Latam foi preso na manhã desta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, suspeito de integrar uma rede de abuso sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu dentro de uma aeronave durante uma operação da Polícia Civil.

Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o investigado, de 60 anos, é suspeito de abusar sexualmente de crianças e adolescentes com idades de 11, 12 e 15 anos. A polícia apura que ele utilizava documentos falsos para levar as vítimas a motéis.

As ações fazem parte da Operação Apertem os Cintos, deflagrada nesta segunda-feira pela Polícia Civil de São Paulo contra uma organização investigada por exploração sexual de crianças e adolescentes. Mandados são cumpridos na capital paulista e em Guararema, na Grande São Paulo.

O que dizem as investigações do DHPP?

De acordo com o DHPP, uma mulher de 55 anos também é suspeita de envolvimento no esquema, acusada de aliciar as próprias netas, crianças e adolescentes. A polícia aponta que ela teria recebido pagamento pela “venda” das menores, com idades de 10, 12 e 14 anos.

Além da prisão do piloto, a operação cumpre outro mandado de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As diligências são realizadas por equipes da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, com apoio de 32 policiais civis e 14 viaturas.

Quais crimes são apurados na operação?

A investigação apura suspeitas de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, além de uso de documento falso. Também são investigadas a produção, o armazenamento e o compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada, aliciamento de crianças e coação no curso do processo.

O inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, três vítimas foram identificadas, todas submetidas, segundo a Polícia Civil, a graves situações de abuso e exploração sexual.

A Justiça autorizou os mandados diante da materialidade dos crimes, dos indícios de autoria, da gravidade dos delitos e do risco de reiteração criminosa, além da possibilidade de ocultação ou destruição de provas, especialmente digitais. A Polícia Civil não descarta novas prisões.

O que diz a LATAM?

“A LATAM Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã de segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto”, disse a companhia em um posicionamento oficial.