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O documento que impede seus filhos de brigarem pela sua herança enquanto você ainda vive

Disputas por herança adoecem idosos; autocuratela do CNJ pode mudar esse cenário

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Close-up: Mãos enrugadas de idoso entrelaçadas sobre cabo de bengala, rosto pálido ao fundo.
Disputas por herança afetam emocionalmente idosos, gerando angústia e adoecimento na velhice. Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

A partilha de bens, momento que deveria simbolizar a continuidade de um legado, está se tornando uma fonte de angústia e adoecimento para muitos idosos no Brasil. Disputas familiares por herança geram um ambiente de estresse contínuo, que pode desencadear quadros de ansiedade, depressão e um profundo sentimento de abandono em pais e avós.

O impacto vai além do emocional. Discussões sobre quem fica com qual imóvel ou como o dinheiro será dividido expõem os idosos a uma pressão psicológica intensa. Muitos se sentem culpados pelos conflitos entre os filhos ou impotentes ao verem o patrimônio que construíram virar motivo de briga. Essa tensão pode agravar problemas de saúde preexistentes e minar a qualidade de vida na terceira idade.

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O cenário de vulnerabilidade também abre portas para o abuso financeiro, quando parentes mal-intencionados tentam manipular o idoso para obter vantagens. A sensação de ser um fardo ou um objeto de disputa afeta diretamente a saúde mental, levando ao isolamento e à tristeza profunda.

Como garantir a tranquilidade e proteger os bens

Para evitar que o planejamento sucessório se transforme em um pesadelo, uma ferramenta jurídica ganha destaque nos cartórios de todo o país: a autocuratela, regulamentada em 2026 pelo Provimento nº 206/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Trata-se de um documento em que qualquer pessoa adulta e lúcida pode escolher, de forma antecipada, quem será responsável por administrar seus bens e cuidar de seus interesses caso perca a capacidade de fazê-lo por conta própria.

Essa medida preventiva funciona como uma declaração de vontade, permitindo que o próprio indivíduo determine uma ou mais pessoas de sua total confiança para assumir essa função no futuro. A escolha do curador serve como referência para o juiz em eventual processo de interdição, orientando a decisão judicial de acordo com os desejos previamente manifestados pelo idoso e reduzindo disputas entre familiares.

Problemas na partilha de bens e como evitá-los

Conheça os desafios e a solução da autocuratela para a paz familiar.

😔 Angústia e adoecimento de idosos

Disputas por herança geram estresse contínuo, ansiedade, depressão e sentimento de abandono em pais e avós.

💔 Conflitos familiares e pressão

Discussões intensas sobre bens causam pressão psicológica, agravando problemas de saúde e minando a qualidade de vida.

💸 Risco de abuso financeiro

A vulnerabilidade abre portas para parentes mal-intencionados manipularem o idoso por vantagens financeiras.

Autocuratela: a Solução Preventiva

✅ Garante a paz de espírito

Permite ao idoso escolher antecipadamente quem administrará seus bens em caso de perda de capacidade, evitando brigas.

Adotar a autocuratela traz benefícios diretos para a saúde emocional, pois proporciona segurança e paz de espírito. Entre as principais vantagens, destacam-se:

  • Respeito à autonomia: a vontade do idoso é a que prevalece na escolha do administrador de seu patrimônio.
  • Prevenção de conflitos: ao deixar a decisão formalizada, reduzem-se as chances de disputas entre familiares.
  • Proteção contra fraudes: nomear uma pessoa de confiança minimiza o risco de abusos financeiros e golpes.
  • Agilidade e clareza: o documento facilita o processo judicial, fornecendo um parâmetro claro da vontade da pessoa e agilizando as decisões em momento delicado.

O planejamento não se trata apenas de organizar finanças, mas de preservar a harmonia familiar e, principalmente, o bem-estar de quem mais importa. A autocuratela é um ato de cuidado consigo mesmo e com as relações que foram construídas ao longo da vida.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.