Mãe desaparecida há 24 anos é achada viva e evita reencontro com a família - Super Rádio Tupi
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Mãe desaparecida há 24 anos é achada viva e evita reencontro com a família

Polícia confirmou que a mulher está em segurança; mas ela pediu privacidade e não contou aos familiares onde vive atualmente

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Família de Michele Hundley Smith passou 24 buscando por ela, que foi encontrada viva pela polícia americana. Crédito: Redes sociais

Em dezembro de 2001, a família de Michele Hundley Smith começou uma busca desesperada por ela. Agora, 24 anos depois, a história teve um fim: ela foi encontrada viva e em segurança, mas não quer que sua localização seja divulgada aos familiares.

Smith tinha 38 anos quando saiu de casa, na cidade de Eden, no Condado de Rockingham, nos Estados Unidos, após as 20h do dia 9 de dezembro de 2001, dizendo que iria fazer compras de Natal em Martinsville, na Virgínia. Ela nunca retornou. O desaparecimento foi oficialmente registrado em 31 de dezembro daquele ano.

Na última sexta-feira (20/2), o Gabinete do Xerife do Condado de Rockingham confirmou que Michele, hoje com 62 anos, foi encontrada na Carolina do Norte após investigadores receberem novas informações e entrarem em contato com ela. “A pedido dela, seu paradeiro atual permanecerá em sigilo”, informou o gabinete em comunicado. A família foi notificada de que Michele está viva e bem – e de que ela solicitou que sua localização não fosse divulgada.

O xerife Sam Page afirmou que Michele indicou ter enfrentado “problemas domésticos” antes de sair por vontade própria, mas destacou que não há registros oficiais anteriores que confirmem tais questões. Segundo ele, Michele não declarou explicitamente que não deseja contato com a família, mas, até o momento, não há conhecimento de qualquer aproximação entre as partes.

Detetives entraram em contato com o Ministério Público e conduzem uma revisão completa do caso. Ao longo dos anos, diferentes agências, incluindo o FBI, analisaram o desaparecimento, que permaneceu sem pistas concretas por quase um quarto de século.

Quando desapareceu, Michele dirigia uma van Pontiac Trans Sport verde-escura, modelo 1995, que nunca foi localizada. Durante anos, a família pediu que autoridades ampliassem buscas em áreas de mata entre a casa dela e o destino informado na Virgínia.

Mesmo com a confirmação de que está viva, muitas perguntas permanecem sem resposta – especialmente sobre o que motivou sua partida e como foram os 24 anos seguintes. Não há indícios de crime relacionados ao sumiço. 

Turbilhão de emoções

Mãe de três filhos – que tinham 19, 14 e 7 anos à época –, Michele deixou para trás uma família que viveu décadas de incerteza. A prima Barbara Byrd declarou à emissora WFMY News 2 que a notícia trouxe sentimentos contraditórios. “Dá vontade de sair gritando que ela está viva. Durante anos, não sabíamos se estávamos de luto ou apenas esperando por algum sinal”, afirmou.

Amanda Smith, uma das filhas, manteve ativa por anos uma página no Facebook chamada “Bring Michele Hundley Smith Home”, criada para ajudar nas buscas. No domingo (22/2), após a confirmação de que a mãe estava viva, ela publicou um longo desabafo.

“Estou extasiada, estou furiosa, estou com o coração partido, estou com uma mistura de sentimentos”, escreveu. Amanda também reconheceu que os pais enfrentavam dificuldades conjugais, mas defendeu o pai de acusações. “Embora o casamento deles tivesse problemas, minha mãe não o deixou simplesmente por causa de um casamento ruim”, disse. 

“Com tudo o que passei na vida, consigo entender perfeitamente a decisão de ir embora. Não estou dizendo que ela sai impune, sem prestar contas ou assumir responsabilidades, porque ela definitivamente precisa fazer isso. O que estou dizendo é que eu também sou uma pessoa que foge, e embora isso não seja algo para se orgulhar, faz parte do ser humano. Cada um de nós, humanos, tem suas falhas, cada um de nós tem um lado sombrio e cada um de nós merece a chance de se tornar uma pessoa melhor e de se curar do passado”, justificou.

Em entrevista concedida em 2020 ao programa “Dateline”, Amanda já havia admitido que considerava possível que a mãe tivesse decidido começar uma nova vida. “É difícil descartar a possibilidade de que ela simplesmente tenha nos deixado e começado de novo”, disse na época.

Agora, ela admite que um reencontro não é garantido. “Será que vou voltar a ter um relacionamento com a minha mãe? Honestamente, não sei responder a essa pergunta porque nem eu sei”, desabafou.