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Economia

Emprego formal cresce e Brasil ultrapassa 48,5 milhões de carteiras assinadas

Brasil passa de 48,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada

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Emprego formal cresce e Brasil ultrapassa 48,5 milhões de carteiras assinadas
Trabalhadores com carteira assinada têm direitos como FGTS, férias e 13º salário

O mercado de trabalho formal no Brasil registrou avanço no início de 2026, com aumento do número de trabalhadores com carteira assinada e saldo positivo de novas vagas. Em janeiro, mais de 48,5 milhões de vínculos ativos foram contabilizados no estoque de empregos formais, resultado que indica expansão em relação ao ano anterior, ainda que em ritmo moderado e influenciado pelo desempenho de diferentes setores da economia.

Como evoluiu o estoque de trabalhadores com carteira assinada no país

A palavra-chave central desse cenário é estoque de trabalhadores com carteira assinada, que representa o total de vínculos formais ativos em determinado período. Em janeiro de 2026, o saldo entre admissões e demissões apontou a criação de 112.334 novos postos formais, fazendo o Brasil ultrapassar a marca de 48,5 milhões de empregos registrados.

Entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o mercado formal somou mais de 1,2 milhão de novas vagas, passando de cerca de 47,3 milhões para aproximadamente 48,6 milhões de empregos. Esse aumento de 2,6% em 12 meses indica trajetória de expansão contínua, associada à recuperação econômica, investimentos setoriais e políticas voltadas à geração de trabalho.

Por que o estoque de empregos formais é um indicador importante

estoque de empregos formais é fundamental para avaliar estabilidade, segurança e grau de formalização no mercado de trabalho. Diferentemente dos dados apenas de criação mensal de vagas, o estoque mostra quantos vínculos permanecem ativos, sinalizando continuidade das relações de emprego.

Quanto maior esse contingente, maior tende a ser a cobertura de direitos trabalhistas, previdenciários e de proteção social. Esse indicador também orienta o planejamento de políticas públicas, projeções de arrecadação e avaliação da qualidade dos postos de trabalho gerados ao longo do tempo.

Quais setores mais contribuíram para o aumento do emprego formal

O crescimento do estoque de trabalhadores formais não ocorre de maneira uniforme entre os setores. Em janeiro, quatro dos cinco grandes segmentos da economia registraram saldo positivo: Indústria, Construção, Serviços e Agropecuária, enquanto o Comércio apresentou redução de postos, influenciado por efeitos sazonais.

O comportamento regional também mostra variações relevantes, com 18 das 27 unidades da Federação em saldo positivo. Estados como Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul se destacaram em números absolutos e em crescimento percentual, refletindo dinamismo especialmente em cadeias ligadas à agropecuária e à indústria.

Como se distribuem os resultados por setor e região do país

Os dados do Novo Caged permitem observar com clareza quais atividades lideram a criação de vagas e como os estados se posicionam no avanço do emprego formal. A seguir, a tabela resume os principais destaques setoriais e regionais mencionados nos resultados recentes.

DimensãoDestaques positivosObservações principais
Setores com saldo positivoIndústria, Construção, Serviços, AgropecuáriaIndústria lidera as novas vagas; Construção e Serviços mantêm expansão moderada
Setor com recuoComércioRedução de postos após o período de fim de ano e término de contratações temporárias
Unidades da Federação em altaSC, MT, RS, GOMato Grosso lidera proporcionalmente; Santa Catarina e RS destacam-se em números absolutos

Como salários e tipos de vínculo influenciam o estoque de empregos

Além da quantidade de trabalhadores com carteira assinada, a remuneração e o tipo de vínculo ajudam a qualificar o estoque de empregos com carteira. Em janeiro de 2026, o salário médio real de admissão foi de aproximadamente R$ 2.389, com alta em relação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado, já considerando a inflação.

Os vínculos gerados no mês se dividiram entre empregos típicos e não típicos. Cerca de 58% correspondem a ocupações tradicionais, com jornada completa e contrato padrão, enquanto 42% são não típicos, incluindo registros via CAEPF na agricultura, jornadas de até 30 horas semanais e aprendizes, em geral com remuneração abaixo da média geral.

Emprego formal cresce e Brasil ultrapassa 48,5 milhões de carteiras assinadas
Mercado formal cria mais de 112 mil vagas e amplia empregos com carteira – Créditos: depositphotos.com / rafapress

Qual é o papel do Novo Caged no acompanhamento do mercado de trabalho

O monitoramento do estoque de trabalhadores com carteira assinada depende de sistemas de informação estruturados. O Novo Caged é o principal instrumento oficial para registrar admissões, desligamentos e vínculos ativos, integrando dados do eSocial, do antigo Caged e do Empregador Web, cobrindo empresas de diferentes portes e segmentos.

Com base nessas informações, o Ministério do Trabalho e Emprego divulga mensalmente estatísticas sobre saldo de vagas, distribuição regional, faixas salariais, perfil dos vínculos e variação do estoque total de empregos. O acompanhamento contínuo mostra que o Brasil mantém trajetória de aumento do trabalho formal, com diferenças entre setores e estados, o que é central para o planejamento de longo prazo do país.