Esportes
Irã se retira da Copa do Mundo 2026; entenda a crise com EUA e Israel
A decisão, motivada por tensões geopolíticas com os países-sede, encerra o sonho da quarta participação consecutiva da seleção no torneio; saiba os desdobramentos
A Federação Iraniana de Futebol comunicou oficialmente, nesta quarta-feira (11), a retirada de sua seleção masculina da Copa do Mundo de 2026. A drástica decisão, que impede a participação do país no torneio para o qual já estava classificado, ocorre em meio a uma escalada sem precedentes nas tensões geopolíticas com os Estados Unidos, um dos países-sede, e Israel.
O anúncio abalou o cenário esportivo internacional, encerrando o sonho daquela que seria a quarta participação consecutiva do Irã no Mundial. A medida representa um dos mais claros exemplos de como os conflitos políticos podem impactar diretamente o esporte de alto rendimento, impedindo que uma das seleções mais fortes da Ásia dispute o maior torneio de futebol do planeta.
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O que motivou a retirada?
A principal justificativa apresentada pelo governo iraniano está ligada ao assassinato do líder supremo Ali Khamenei, ocorrido em 28 de fevereiro de 2026, um ato atribuído a forças dos EUA e de Israel. Segundo o ministro do Esporte, Ahmad Doyanmali, a participação em um evento co-organizado pelos Estados Unidos tornou-se “inviável e um insulto à nação” diante da tragédia.
O Irã estava sorteado no Grupo G e tinha jogos programados em território norte-americano: contra a Nova Zelândia (15 de junho) e a Bélgica (21 de junho), ambos em Los Angeles, além de um confronto com o Egito em Seattle (26 de junho). A federação citou a falta de garantias de segurança e um ambiente de “extrema politização” como fatores que poderiam expor atletas e comissão técnica a pressões e manifestações hostis.

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Quais são os desdobramentos?
A saída do Irã abre uma vaga direta no torneio, e a FIFA deverá decidir como ela será preenchida. A expectativa é que outra seleção asiática seja convidada, com Iraque e Emirados Árabes Unidos sendo os mais cotados. A entidade máxima do futebol ainda não se posicionou oficialmente sobre as sanções, mas seu regulamento prevê consequências severas para desistências.
As punições incluem uma multa de pelo menos 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão), caso a decisão seja formalizada mais de 30 dias antes do início do evento, ou 500 mil francos suíços (aproximadamente R$ 3,3 milhões) se ocorrer a menos de 30 dias. Além disso, a federação iraniana será obrigada a devolver recursos recebidos para a preparação e poderá enfrentar medidas adicionais do comitê disciplinar da FIFA. Para os jogadores e torcedores iranianos, a notícia representa uma frustração imensa, encerrando o sonho de competir no palco mundial.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.