Rio
Presos por maus-tratos a capivara são multados em R$ 20 mil pelo Decreto Cão Orelha
Nova legislação do Ibama impõe multa de R$ 20 mil por agredir capivara no RJ
Seis homens presos por espancar uma capivara na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, vão responder pelo Decreto Cão Orelha e pagar R$ 20 mil cada em multas por maus-tratos a animais. É a primeira vez que o Ibama aplica a norma desde que ela foi editada pelo governo federal, há 15 dias.
O decreto leva esse nome em memória de um cão comunitário de Florianópolis (SC) morto a pauladas em 4 de janeiro. O animal vivia na Praia Brava e era cuidado por moradores do entorno. Com a nova regulamentação, as multas cíveis por maus-tratos saltaram de uma faixa de R$ 300 a R$ 3 mil para valores entre R$ 1.500 e R$ 50 mil, conforme avaliação do Ibama.
Seis adultos têm prisão convertida em preventiva
A Justiça do Rio converteu nesta segunda-feira (23) as prisões em flagrante dos seis adultos envolvidos no caso em preventivas, durante audiência de custódia. Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo permanecem detidos. No domingo (22), a Vara da Infância e da Juventude do TJ-RJ já havia determinado a internação provisória dos dois adolescentes apreendidos pela participação no ataque.
O espancamento ocorreu na madrugada do sábado (21), na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, e foi registrado por câmeras de segurança.
Capivara pode ter perdido visão em um dos olhos

A capivara está internada na Clínica de Recuperação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá e apresenta sinais de melhora, mas com uma preocupação específica. “O olho foi a única coisa que não evoluiu bem. Ela chegou com sangue dentro do olho, com um edema muito grande, então pode ser que ela já esteja cega. Talvez possa ser reversível”, disse o veterinário Jefferson Pires, coordenador da clínica.
Segundo Pires, o animal já consegue se alimentar e descansar, embora o quadro ainda exija acompanhamento. Para facilitar a recuperação, o espaço de internação foi adaptado com folhas, que ajudam a reduzir a luminosidade e transmitir ao animal uma sensação de proteção.