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Médico indica necessidade de cirurgia no ombro de Bolsonaro após alta

Avaliação técnica aponta lesão no ombro direito; procedimento ocorrerá apenas após plena recuperação de pneumonia bilateral
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Créditos: depositphotos.com / celsopupo

ex-presidente Jair Bolsonaro, que deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27/3), apresenta uma lesão no ombro direito, com indicação para procedimento cirúrgico. A informação foi confirmada pelo médico que o acompanha, o cardiologista Brasil Caiado, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25/3).

Segundo o Caiado, o quadro foi identificado após exames de imagem realizados durante a atual internação, para tratar uma pneumonia bacteriana nos dois pulmões. “Ele já vinha se queixando de uma dor no ombro há algum tempo, de forma discreta e intermitente. Como ele não é de reclamar muito, decidimos aproveitar a janela da internação e solicitamos a avaliação de um especialista em ombro e cotovelo”, explicou o cardiologista.

Ainda segundo o médico, o procedimento não será realizado de imediato, pois no momento o foco total é a recuperação da pneumonia. Caiado também disse que o ortopedista responsável avalia que o problema pode ter sido “potencializado e piorado” devido a queda que Bolsonaro levou na Superintendência da Polícia Federal em janeiro. “Como foi uma avaliação recente e nós precisamos observar a evolução, ele acha que sim, mas ainda não é certeza; mas a probabilidade [de o incidente ter agravado o quadro] existe”, relatou o médico.

A previsão é que Bolsonaro deixe o DF Star, onde está hospitalizado desde de 13 de janeiro, entre o final da manhã e o início da tarde de sexta-feira (27/3). Não está previsto a realização de novos exames até a alta, que só será revista caso ocorra alguma intercorrência. Na terça-feira (24/3), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, expediu alvará que concede a prisão domiciliar humanitária temporária ao ex-presidente. A medida tem prazo de 90 dias apartir da alta médica.

À imprensa, o cardiologista explicou que transição para o ambiente doméstico incluirá uma estrutura de home care, com acompanhamento de enfermagem, fisioterapia intensa para a recuperação pulmonar e monitoramento nutricional. Além do acompanhamento técnico, a residência foi adaptada com uma cama específica para tratar o refluxo gastroesofágico, um dos problemas centrais da saúde de Bolsonaro no momento.

Questionado sobre o estado mental de Bolsonaro, o médico afirmou que o ex-presidente ficou abatido quando foi admitido no hospital, ao saber da gravidade da infecção. Porém, a condição melhorou nos últimos dias, especialmente após a autorização para a prisão domiciliar. “Ele recebeu (a notícia) com satisfação”, comentou.