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Coproduções viram regra na TV aberta e apontam o futuro do entretenimento no Brasil

Um exemplo recente que ilustra bem esse movimento é o retorno do Fábrica de Casamentos no SBT

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Time do Fábrica de Casamentos, uma coprodução SBT e Formata

As coproduções, que por muito tempo foram tratadas como uma tendência distante, deixaram de ser aposta e passaram a ser realidade consolidada na televisão brasileira. Hoje, elas não apenas existem — elas sustentam grande parte da produção de conteúdo da TV aberta.

Com exceção da Globo, que ainda mantém uma estrutura robusta de produção própria, emissoras como SBT, Record e Band têm encontrado nas parcerias a principal saída para continuar investindo em programas, novelas, realities e séries. E isso não é por acaso.

Coprodução: solução financeira e estratégica

Produzir televisão nunca foi barato — e está cada vez mais caro. Nesse cenário, dividir custos deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. As coproduções permitem que emissoras, produtoras independentes e plataformas de streaming compartilhem investimentos, riscos e, principalmente, resultados.

Mas não é só sobre dinheiro. Existe um ganho estratégico claro: a ampliação da distribuição. Um mesmo conteúdo pode ter múltiplas janelas — TV aberta, streaming e até versões estendidas — alcançando públicos diferentes e aumentando seu potencial de monetização.

O exemplo do SBT com Fábrica de Casamentos

Um exemplo recente que ilustra bem esse movimento é o retorno do Fábrica de Casamentos no SBT. A nova fase do programa chega com um modelo de produção compartilhada: o SBT como produtor e exibidor na TV aberta, a Formata como responsável pelo formato e produção, e a Disney como parceira na exibição de versões estendidas.

Esse tipo de estrutura cria um ecossistema mais robusto para o conteúdo. O público ganha mais formas de consumir o programa, enquanto o mercado publicitário enxerga mais valor em investir em projetos com maior alcance e longevidade.

Um caminho sem volta para a TV aberta

A verdade é que não há mais retorno ao modelo antigo. A TV aberta perdeu força financeira ao longo dos anos e já não consegue sustentar, sozinha, grandes produções como fazia no passado.

Por isso, a tendência é clara: mais parcerias, mais integração e mais colaboração entre diferentes players do mercado. Não será surpresa ver, nos próximos anos, novos projetos conjuntos entre SBT e Disney+, Band e HBO, ou Record e Prime Video.

TV aberta + streaming: a combinação ideal?

A união entre TV aberta e streaming tem se mostrado uma das estratégias mais eficientes do momento. Enquanto a TV garante alcance massivo e popular, o streaming oferece profundidade, segmentação e novas possibilidades de exploração do conteúdo.

Esse modelo híbrido não só otimiza custos, como também aumenta o ciclo de vida das produções — algo essencial em um mercado cada vez mais competitivo.

Novelas juvenis: uma oportunidade clara para o SBT

Um dos caminhos mais promissores está nas novelas juvenis. O SBT já provou, no passado, a força desse tipo de conteúdo, que segue tendo excelente desempenho em plataformas como Netflix e Disney+, se mantendo entre os mais vistos no ranking por meses.

Uma parceria direta entre SBT e Disney+ para esse tipo de produto, por exemplo, teria tudo para ser um sucesso. Existe público, existe histórico e expertise de ambos os lados e existe demanda.

Conclusão

As coproduções não são apenas uma tendência — são a base do novo modelo de televisão aberta no Brasil. Em um cenário de custos elevados e receitas mais apertadas e diluída, dividir para multiplicar se tornou a lógica dominante.

E, ao que tudo indica, esse movimento está apenas começando!

O texto Coproduções viram regra na TV aberta e apontam o futuro do entretenimento no Brasil foi publicado primeiro no Observatório da TV.