Esportes
Nem títulos salvam: Brasileirão 2026 já derruba 10 técnicos
Saída de Dorival Júnior do Corinthians reforça pressão por resultados imediatos nas primeiras rodadas
A demissão de Dorival Júnior do Corinthians, após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, no último domingo (5), reforça um cenário de forte instabilidade no Campeonato Brasileiro de 2026. Em apenas 10 rodadas, a competição já acumula 10 trocas de treinadores, evidenciando a pressão por resultados imediatos.
Campeão da Copa do Brasil 2025 e da Supercopa do Brasil 2026, Dorival deixa o clube paulista com 66 jogos, somando 26 vitórias, 19 empates e 21 derrotas — um aproveitamento de 48,9%. A queda veio em meio a uma campanha irregular, com a equipe ocupando a 16ª colocação.
A atual edição do Brasileirão tem sido marcada por decisões rápidas das diretorias, atingindo inclusive treinadores com trabalhos recentes de sucesso.
Um dos casos mais emblemáticos é o de Filipe Luís, demitido do Flamengo mesmo após uma temporada histórica em 2025, quando conquistou cinco títulos, incluindo o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Ainda assim, um início abaixo das expectativas em 2026 foi suficiente para encerrar sua passagem.
Outro episódio que chamou atenção foi a saída de Hernán Crespo do São Paulo. O argentino foi demitido mesmo com a equipe invicta nas primeiras rodadas e ocupando a liderança do campeonato.
Entre outros nomes de peso que deixaram seus cargos estão Tite, desligado do Cruzeiro após conquistar o Campeonato Mineiro, e Juan Vojvoda, que não resistiu ao início ruim no Santos, apesar de ter evitado o rebaixamento da equipe na temporada anterior.
O primeiro treinador a cair na competição foi Jorge Sampaoli, demitido do Atlético-MG ainda em fevereiro.
Também deixaram seus cargos Fernando Diniz (Vasco da Gama), Juan Carlos Osorio (Remo), Martín Anselmi (Botafogo) e Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense).

A alta rotatividade de técnicos nas primeiras rodadas reforça um padrão recorrente no futebol brasileiro: a dificuldade em manter projetos de longo prazo. Mesmo conquistas recentes e bons números não têm sido suficientes para garantir estabilidade diante da pressão por resultados imediatos.
Se o ritmo de mudanças continuar, a temporada 2026 pode entrar para a história como uma das mais instáveis do Campeonato Brasileiro.