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Pedrinho chama de Bap de ‘arrogante’ e critica ‘bravata’ de Textor

Presidente do Vasco dispara contra dirigentes de Flamengo e Botafogo

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Pedrinho Vasco
Foto: Dikran Sahagian/Vasco da Gama

Pedrinho, presidente do Vasco, criticou com veemência o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e o gestor da SAF do Botafogo, John Textor, nesta segunda-feira (6). Após um evento da CBF, para propor uma liga unificada entre os clubes das Séries e A e B, o dirigente não economizou palavras para destacar seu descontentamento com os homens-fortes de seus rivais.

Primeiramente, Pedrinho criticou as palavras de Bap, sentindo-se atingido por uma declaração do presidente do Flamengo. De acordo com o presidente do Vasco, um empréstimo obtido junto à Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gerou comentários que puseram em dúvida seu caráter e o dos jogadores. Além disso, há todo um contexto implícito da possível venda da SAF vascaína a Marcos Lamacchia, herdeiro da Crefisa e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras:

“Recentemente, o presidente do Flamengo, estou falando da pessoa e não da instituição, falou diversas vezes, com sua prepotência e arrogância, num tom que não me agrada. Mas esperei e escutei calado para falar em algum momento. Quando peguei um empréstimo com a Crefisa, é porque o CDI era mais baixo e eu pago menos. Mas a preocupação dele não era o empréstimo. E, sim, de forma indireta, insinuou que eu pego o empréstimo no dia em que perco de 3 a 0 para o Palmeiras. Então, ele está colocando em dúvida o meu caráter, do meu treinador e de um elenco de 30 jogadores. Então, eu tenho que chegar para o meu treinador e falar que tenho que perder? Como eu posso acreditar que uma liga vai funcionar sob o controle de pessoas que administram um clube?”

Pedrinho também critica Textor

Além de Bap, Pedrinho também não economizou ao falar de John Textor. Na última semana, o norte-americano falou à ESPN que o Botafogo “não é o Vasco”, ao cobrar o associativo alvinegro sobre dívidas não pagas. O presidente vascaíno não gostou e chamou de “bravata” as palavras do chefe botafoguense, destacando que as críticas são infundadas.

“Não me importo com a consequência da minha fala, mas os clubes não têm estrutura para uma liga, por diversos aspectos. Diferença esportiva é uma coisa, eu posso ganhar ou perder, ter mais receitas ou não. Mas outra coisa é um investidor chegar para sanar dívidas, causar um dano imenso no clube e ninguém se prontifica a ajudar. Qualquer comentário do Textor sobre a situação do Botafogo, ele desrespeita o Vasco da Gama e não é a primeira vez. O posicionamento dele é de bravata, de gestores que por muito tempo fizeram parte do futebol para agradar o torcedor e isso não faz parte do meu caráter. Ele tem que respeitar muito o Vasco. Por isso é que não acredito na liga, não temos companheirismo. Se o Botafogo entrar em massa falida e o João Paulo (presidente do clube social) precisar de ajuda, me coloco à disposição”, afirmou.

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