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MC Poze do Rodo: Justiça decide manter cantor preso no Rio de Janeiro
Audiência de custódia mantém MC Poze do Rodo preso por acusações de lavagem de dinheiro
A prisão do cantor MC Poze do Rodo foi confirmada pela Justiça Federal nesta quinta-feira (16), após audiência de custódia. Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, nome real do artista, está no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, desde a tarde de quarta-feira (15).
O funkeiro foi preso durante a Operação Narcofluxo, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilegais que somam mais de R$ 1,6 bilhão.
A ação da Polícia Federal chegou a ele ainda pela manhã, quando agentes foram até sua residência em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio.
PF aponta MC Ryan SP como líder de esquema de lavagem que movimentou R$ 260 bi

A Polícia Federal identificou Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, como líder de uma organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 260 bilhões. O funkeiro foi preso nesta quarta-feira (15) durante a Operação Narco Fluxo, ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, empresas do setor musical e de entretenimento teriam sido usadas para misturar dinheiro legítimo com recursos de apostas ilegais e rifas digitais. O dinheiro processado era convertido em imóveis de luxo, veículos de alto padrão e joias. Para se proteger, Ryan teria transferido participações societárias para parentes e “laranjas”, distanciando formalmente o capital da sua pessoa física.
Os investigadores descrevem um “escudo de conformidade” baseado na projeção artística do cantor. A base de seguidores seria usada para dar aparência de legalidade ao patrimônio e reduzir alertas dos órgãos de fiscalização, disfarçando dinheiro do tráfico e de jogos ilegais como receita do mercado artístico.
As investigações também apontam ligação com o PCC. Frank Magrini, operador financeiro da organização, teria financiado o início da carreira de Ryan em 2014 e mantido vínculo com o grupo por meio de pagamentos sistemáticos de mensalidades por estabelecimentos comerciais.
Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, é apontado como principal operador de mídia do esquema. Segundo a PF, ele teria recebido valores para divulgar conteúdos dos artistas e promover plataformas de apostas e rifas ilegais.