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Cientistas descobrem que abelhas-rainhas conseguem sobreviver 8 dias debaixo d’água

As abelhas-rainhas de mamangavas podem sobreviver dias submersas

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Cientistas descobrem que abelhas-rainhas conseguem sobreviver 8 dias debaixo d’água
Abelhas-rainhas podem sobreviver até 8 dias submersas em água

Cientistas descobriram que abelhas-rainhas de algumas espécies de mamangavas conseguem sobreviver vários dias submersas, algo surpreendente para insetos terrestres. A descoberta chama atenção porque pode explicar como esses animais resistem a enchentes, solos alagados e mudanças bruscas no ambiente.

Como as abelhas-rainhas sobrevivem debaixo d’água?

Durante a hibernação, as rainhas reduzem drasticamente o metabolismo e entram em um estado de economia extrema de energia. Nesse período, o corpo consome muito pouco oxigênio, o que ajuda a suportar condições que seriam fatais em atividade normal.

Esse comportamento mostra que a resistência não depende de nadar ou respirar dentro da água, mas de desacelerar funções vitais. A rainha permanece imóvel, protegida por mecanismos fisiológicos que permitem enfrentar a falta temporária de ar.

Cientistas descobrem que abelhas-rainhas conseguem sobreviver 8 dias debaixo d’água
Rainhas sobreviventes podem iniciar novas colônias após enchentes

Por que a descoberta surpreendeu os pesquisadores?

Insetos como as mamangavas passam parte do ciclo de vida enterrados no solo, especialmente as rainhas que hibernam antes de formar novas colônias. Se o terreno fica encharcado por vários dias, seria esperado que muitas não sobrevivessem.

O resultado do estudo surpreende porque indica uma tolerância maior do que se imaginava. Em vez de serem eliminadas rapidamente por inundações, algumas rainhas conseguem atravessar esse período crítico e voltar à atividade quando as condições melhoram.

O que o experimento revelou sobre as rainhas?

Nos testes, abelhas-rainhas em dormência foram mantidas submersas por diferentes períodos. Mesmo após 8 dias debaixo d’água, muitas sobreviveram, mostrando que a hibernação funciona como uma defesa natural contra alagamentos temporários.

Alguns pontos ajudam a entender a importância desse achado:

  • A dormência reduz o consumo de oxigênio;
  • O metabolismo lento aumenta a tolerância ao estresse;
  • A sobrevivência pode favorecer colônias em áreas úmidas;
  • O solo alagado nem sempre significa morte imediata;
  • Rainhas resistentes têm mais chance de iniciar novos ninhos.

O vídeo do canal Hey Biólogo, que soma mais de 1,35 mil inscritos, explica como funciona a adaptação das abelhas no inverno:

O que isso revela sobre mudanças climáticas?

Com eventos extremos mais frequentes, como chuvas intensas e enchentes, entender a resistência desses insetos se torna ainda mais importante. As mamangavas são polinizadoras essenciais e sua sobrevivência influencia plantas silvestres, lavouras e equilíbrio ecológico.

A capacidade de suportar submersão pode ajudar algumas populações, mas não resolve todos os riscos. Perda de habitat, pesticidas, calor extremo e falta de flores continuam pressionando as abelhas em diferentes regiões.

Por que proteger as abelhas continua essencial?

As abelhas-rainhas são decisivas porque cada uma pode originar uma nova colônia. Quando uma rainha sobrevive ao inverno, ao frio, à seca ou ao alagamento, aumenta a chance de manter a população local ativa na próxima estação.

A descoberta reforça como a natureza guarda estratégias de sobrevivência impressionantes, mas também mostra que a resiliência tem limites. Preservar áreas naturais, reduzir contaminantes e proteger polinizadores continua sendo fundamental para manter ecossistemas saudáveis e alimentos dependentes da polinização.