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Senado rejeita Messias no STF e impõe derrota histórica ao governo Lula
Histórico: indicação de Jorge Messias ao STF é rejeitada pelo Senado por 42 votosO Senado Federal barrou a entrada de Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29). Em uma decisão histórica, os parlamentares optaram por não ratificar a escolha feita pelo Palácio do Planalto para a Corte.
Com o revés no plenário, a indicação do atual advogado-geral da União será arquivada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá agora a tarefa de selecionar um novo nome para assumir o posto deixado por Luís Roberto Barroso.
Planalto precisa buscar substituto para vaga de Barroso
O processo de sucessão na mais alta corte do país volta à estaca zero após o resultado legislativo. Lula precisa submeter outra autoridade ao escrutínio dos senadores para que a composição do tribunal seja completada.
A análise dos congressistas ocorreu por meio de votação secreta. No balanço final, foram registrados 42 votos contrários à indicação de Messias e 34 a favor, além de uma única abstenção.
Marco político: Rejeição no Senado
Fatos essenciais sobre a decisão histórica que impacta o STF.
⚖️ Nomeação rejeitada: O Senado Federal negou a indicação de Jorge Messias para ministro do STF, com 42 votos contrários.
🏛️ Precedente histórico: É a primeira vez desde 1894 que uma indicação presidencial ao Supremo Tribunal Federal é rejeitada.
📊 Resultados da votação: Messias precisava de 41 votos, mas obteve apenas 34 a favor, 42 contra e uma abstenção em votação secreta.
✍️ Novo nome necessário: Com a rejeição, o presidente Lula deverá apresentar um novo candidato para a vaga de Luis Roberto Barroso.
Para garantir a cadeira no STF, o advogado precisava da aprovação de pelo menos 41 dos 81 senadores. Ao não alcançar a maioria absoluta necessária, a trajetória de Messias rumo ao tribunal foi interrompida.
Rejeição quebra hiato que durava desde 1894
A negativa do Senado representa um marco institucional, sendo a primeira vez que uma indicação presidencial ao Supremo é derrubada em mais de 130 anos. O último registro de um veto desse tipo ocorreu ainda em 1894.
Até então, o rito de aprovação de nomes sugeridos pelo Executivo vinha sendo cumprido sem interrupções pelo Legislativo. A decisão desta quarta-feira (29) altera o fluxo político tradicional entre os poderes e exige uma nova articulação do governo.