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Arqueólogos escavaram uma caverna sob um castelo do século XI. Encontraram vestígios com 120.000 anos

Caverna sob castelo revela 120 mil anos e intriga cientistas

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Arqueólogos escavaram uma caverna sob um castelo do século XI. Encontraram vestígios com 120.000 anos
Os materiais indicam presença humana de cerca de 120000 anos

A Wogan Cavern, situada sob o Castelo de Pembroke, no País de Gales, revela uma longa sequência de ocupação que vai de animais pré-históricos a diferentes grupos humanos, incluindo usos romanos e medievais, permitindo reconstruir mudanças de clima, fauna, tecnologia e organização social ao longo de dezenas de milhares de anos.

O que as escavações em Wogan Cavern revelam sobre a ocupação humana antiga

A descoberta recente na Wogan Cavern vem mudando a forma como pesquisadores entendem a ocupação humana na região de Pembroke. Antes considerada muito alterada por intervenções recentes, a gruta mostrou conservar sedimentos antigos bem preservados e cientificamente relevantes.

As escavações revelaram vestígios de animais pré-históricos, ferramentas de pedra e sinais de ocupação humana em diferentes épocas. Essa sequência contínua, associada à posição estratégica próxima ao litoral, torna a caverna um registro raro de longa duração na pré-história britânica.

Arqueólogos escavaram uma caverna sob um castelo do século XI. Encontraram vestígios com 120.000 anos
Caverna sob castelo no País de Gales revela vestígios de 120 mil anos

Como Wogan Cavern documenta mudanças ambientais, faunísticas e culturais

Restos de hipopótamos, rinocerontes-lanosos, mamutes e renas indicam alternância entre fases climáticas frias e quentes. As ferramentas líticas, associadas a caçadores-coletores e a ocupações posteriores, mostram adaptações tecnológicas a ambientes em constante transformação.

A boa conservação dos sedimentos internos permite identificar camadas distintas e relacioná-las a mudanças ambientais e culturais. Em períodos históricos, o espaço foi reaproveitado como abrigo, área de armazenamento e suporte estrutural do próprio castelo medieval.

Por que Wogan Cavern é fundamental para estudar neandertais, humanos modernos e DNA antigo

Wogan Cavern combina preservação de restos animais e sinais claros de atividade humana, incluindo possíveis evidências de neandertais e de Homo sapiens antigos. Esse contexto oferece uma oportunidade rara para investigar alternância, sobreposição ou convivência entre diferentes grupos humanos na Grã-Bretanha.

O potencial para estudo de DNA antigo em ossos e sedimentos permite reconstruir linhagens humanas, rotas migratórias e hábitos alimentares. Essa abordagem complementa a análise das ferramentas líticas e das faunas para entender como clima, fauna e populações humanas interagiram.

  • Registro climático: espécies como hipopótamo sugerem fases mais quentes e úmidas.
  • Fauna do gelo: mamutes, rinocerontes-lanosos e renas indicam condições frias.
  • Ferramentas de pedra: evidenciam adaptação tecnológica a ambientes variados.
  • DNA antigo: amplia dados sobre animais, grupos humanos e suas relações.
Arqueólogos escavaram uma caverna sob um castelo do século XI. Encontraram vestígios com 120.000 anos
Caverna sob castelo no País de Gales revela vestígios de 120 mil anos

De paisagem pré-histórica a castelo medieval e laboratório arqueológico

O mesmo espaço hoje ocupado pelo Castelo de Pembroke, célebre por seu papel medieval e por ser o local de nascimento de Henrique VII, já abrigou animais pré-históricos, caçadores-coletores e comunidades romanas. A Wogan Cavern mostra como uma mesma paisagem pode ser reutilizada por milênios, mantendo importância estratégica contínua.

Atualmente, a gruta abriga colônias de morcegos, recebe visitas controladas e é alvo de novas campanhas de escavação. Esses trabalhos tendem a consolidar Wogan Cavern como um dos principais sítios pré-históricos da Grã-Bretanha, integrando história natural, arqueologia e conservação do patrimônio.