Minas Gerais tem primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026; veja sintomas, formas de transmissão e como se proteger - Super Rádio Tupi
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Minas Gerais tem primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026; veja sintomas, formas de transmissão e como se proteger

Vítima de 46 anos teve contato com roedores em plantação de milho

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Homem de 46 anos morre após contato com roedores em plantação de milho. Imagem meramente ilustrativa

Quem acompanha a circulação do hantavírus no Brasil teve neste domingo (10) a primeira confirmação oficial de óbito pela doença em 2026. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, morreu em fevereiro após contato com roedores silvestres em uma plantação de milho. É o único óbito por hantavirose confirmado no país neste ano, segundo dados consolidados até agora.

Quem foi a vítima e onde ocorreu o caso?

A SES-MG informou que o paciente era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais. Segundo a secretaria, ele havia tido contato com roedores silvestres em uma plantação de milho.

A confirmação oficial foi divulgada neste domingo (10), embora o óbito tenha ocorrido em 8 de fevereiro de 2026.

Como o caso evoluiu até a morte?

A linha do tempo divulgada pela SES-MG mostra evolução rápida:

  • 2 de fevereiro: paciente sente as primeiras dores de cabeça
  • 6 de fevereiro: procura atendimento médico com febre, dores musculares, dores nas articulações e desconforto na região lombar
  • 8 de fevereiro: morre, seis dias após o início dos sintomas

As amostras biológicas foram encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório de referência em saúde pública de Minas Gerais, que confirmou o resultado positivo para hantavírus por meio de sorologia IgM reagente.

Proteja-se do Hantavírus no Campo

Medidas simples para evitar o contato com roedores e suas consequências.

1. 🍚 Armazenar alimentos corretamente

Guarde alimentos em recipientes fechados e inacessíveis a roedores, tanto para consumo humano quanto animal.

2. 🌳 Manter o entorno limpo

Roce terrenos ao redor das residências para eliminar possíveis abrigos e dificultar a circulação de roedores.

3. 🗑️ Descarte de lixo e resto de rações

Enterre lixo orgânico a mais de 30 metros das construções e retire restos de rações de animais diariamente.

4. 🏡 Ventilação de ambientes fechados

Ventile locais como paióis e galpões antes de entrar e umedeça o chão com água e sabão antes de varrer, para evitar inalar poeira contaminada.

Como o hantavírus é transmitido no Brasil?

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com roedores silvestres infectados e seus excrementos. Há duas vias principais:

  • Contato direto: com urina, saliva e fezes dos roedores
  • Inalação: de partículas contaminadas em locais fechados, como paióis, galpões e silos

Segundo o Ministério da Saúde, não há circulação no Brasil do genótipo Andes, variante associada a transmissão entre pessoas registrada em casos raros na Argentina e no Chile e identificada também no surto a bordo do navio MV Hondius. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas.

Os casos no Brasil têm relação com o navio MV Hondius?

Não, não têm relação. O Ministério da Saúde reforçou em nota que os oito casos confirmados no Brasil em 2026, incluindo a morte em Minas Gerais, não estão ligados ao surto a bordo do cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina em direção a Cabo Verde no início de abril e registrou três mortes confirmadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A linhagem brasileira é diferente da identificada no navio. Aqui, o vírus circula em roedores silvestres há décadas e exige contato direto ou inalação de partículas em ambiente contaminado. A cepa Andes, presente no surto do cruzeiro, não circula em território brasileiro.

Quais são os sintomas e quando procurar atendimento?

Os sinais iniciais da hantavirose podem ser confundidos com gripe ou dengue:

  • Febre: geralmente alta, de início súbito
  • Dores musculares: especialmente nas costas e pernas
  • Dor de cabeça: persistente
  • Dor lombar: comum nas primeiras 48h
  • Problemas gastrointestinais: náusea, vômito, diarreia

Em quadros graves, a doença evolui rapidamente para tosse seca, falta de ar, edema pulmonar, queda de pressão arterial e insuficiência respiratória. Pode também afetar os rins, causando insuficiência renal, ausência de urina e sangue na urina ou nas fezes.

Infecções por hantavírus costumam ocorrer em casos isolados e em ambientes rurais, com contato direto com habitats de roedores. Foto: Reprodução/Record News

Não existe tratamento específico para a doença. Quem mora ou trabalha em áreas rurais e apresenta esses sintomas após contato com locais que possam ter roedores deve procurar atendimento médico imediatamente — a evolução pode ser rápida, como mostrou o caso de Carmo do Paranaíba.

Como se proteger em casa, no quintal e em áreas rurais?

A SES-MG divulgou medidas de prevenção e controle direcionadas principalmente a quem vive em áreas rurais ou periurbanas:

  • Armazenar alimentos em recipientes fechados e protegidos contra roedores
  • Roçar terrenos ao redor das residências para eliminar abrigos
  • Não deixar rações de animais expostas e retirar restos diariamente
  • Enterrar lixo orgânico a pelo menos 30 metros das construções
  • Manter plantações a uma distância mínima de 40 metros de edificações
  • Ventilar ambientes fechados como paióis, armazéns e galpões antes de entrar
  • Umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza desses locais, evitando varrer a seco